Ação da Polícia Penal ocorreu em quatro unidades prisionais gaúchas
A Polícia Penal do Rio Grande do Sul concluiu, nesta sexta-feira (22), a 11ª fase da Operação Mute, ação nacional coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) para combater a entrada e o uso de celulares em presídios brasileiros.
No Estado, a operação ocorreu ao longo da semana em quatro unidades prisionais: a Penitenciária Estadual Modulada de Montenegro, a Penitenciária Estadual Modulada de Charqueadas, a Penitenciária Estadual de Santa Maria e a Penitenciária Estadual de Porto Alegre.
A ofensiva priorizou estabelecimentos com atuação identificada de organizações criminosas, com base em critérios estratégicos e informações de inteligência das forças de segurança.
Segundo a Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo, mais de 300 servidores da Polícia Penal participaram da operação no Rio Grande do Sul. Durante as ações, 527 presos foram movimentados e houve apreensão de celulares, chips, cabos USB e carregadores.
As revistas e intervenções foram realizadas por equipes dos Grupos de Intervenção Rápida (GIR), além de servidores das próprias unidades prisionais. A operação também contou com apoio de setores de inteligência da Polícia Penal, da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo, da Senappen e da Polícia Rodoviária Federal.
O secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Cesar Atilio Kurtz Rossato, afirmou que o trabalho integrado das forças de segurança tem impacto tanto dentro quanto fora dos presídios. Já o superintendente da Polícia Penal, Sergio Dalcol, destacou que as ações buscam impedir a circulação de ilícitos e reduzir a influência de organizações criminosas.
A Operação Mute integra o programa federal Brasil contra o Crime Organizado, que prevê investimentos superiores a R$ 11 bilhões em segurança pública no país. Parte dos recursos deve ser destinada a sete presídios do Rio Grande do Sul.
Desde o início da operação, em 2023, as 11 fases realizadas em todo o Brasil já resultaram na apreensão de cerca de 8,5 mil celulares dentro de unidades prisionais. Conforme o balanço nacional, quase 42 mil policiais penais participaram das ações e mais de 40 mil celas foram revistadas.
