Paralisação ocorre em meio a impasse sobre pagamento de médicos terceirizados
O Sindicato dos Médicos de Caxias do Sul anunciou nesta quarta-feira (21), a paralisação parcial do atendimento médico nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Central e da Zona Norte desde às 15h. A medida afeta os profissionais que integram a subcontratação realizada pelo Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), por meio do Grupo Exímio, mantendo apenas os atendimentos de urgência e emergência nas duas unidades.
Situação semelhante já havia sido cogitada no início do mês de dezembro, conforme informações que circularam à época entre profissionais da saúde.
No comunicado encaminhado ao prefeito em exercício Edson Néspolo, o sindicato informa que a decisão foi tomada porque as empresas responsáveis pela gestão não cumpriram um acordo firmado na presença do secretário municipal da Saúde, Rafael Bueno. Segundo o documento, o compromisso previa o pagamento dos médicos “até 20 dias corridos do mês subsequente ao trabalhado”, o que não teria ocorrido em janeiro. Ainda conforme o ofício, o sindicato afirma ter conhecimento de que “a Prefeitura repassou a essas empresas o valor devido em tempo hábil”.
O ofício é assinado pelo presidente da entidade, Dr. Marlonei Silveira dos Santos, e ressalta que a medida foi adotada para pressionar pela regularização dos valores devidos aos médicos que atuam nas unidades de pronto atendimento.
Em nota oficial divulgada na tarde desta quarta, a Prefeitura de Caxias do Sul informou que “o Município realizou, no dia 07 de janeiro de 2026, o repasse mensal referente aos contratos de gestão das UPAs Zona Norte e Central” e que, no dia 9 de janeiro, efetuou “o repasse do complemento do piso nacional da enfermagem, ambos dentro dos prazos previstos”.
A administração municipal ressaltou que “a execução dos pagamentos aos fornecedores e aos prestadores de serviços vinculados às UPAs é de responsabilidade exclusiva do Instituto gestor”, conforme estabelecido nos contratos de gestão. A Prefeitura afirmou ainda que acompanha de forma permanente a aplicação dos recursos públicos e que “vem cobrando sistematicamente do Instituto a regularização dos pagamentos, com o objetivo de evitar qualquer risco de desassistência à população”.
Por fim, o Município informou que está promovendo um aditamento contratual com a inclusão de cláusulas específicas de penalidades em casos de atraso nos pagamentos e reafirmou o compromisso com a fiscalização rigorosa dos contratos e a garantia da assistência em saúde à população.