Estado também apresentou redução em roubos, feminicídios e crimes patrimoniais
O Rio Grande do Sul registrou, em abril de 2026, o nono mês consecutivo de redução nos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) e nos homicídios, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados pelo Observatório Estadual da Segurança Pública.
Conforme o levantamento, o Estado contabilizou 91 casos de CVLI em abril deste ano, contra 116 ocorrências registradas em abril de 2025, uma redução de 22%. Os homicídios também apresentaram queda, passando de 82 para 72 casos, o equivalente a 12% a menos.
Os feminicídios tiveram diminuição de 45%, caindo de 11 para seis registros. Já os latrocínios passaram de nenhum caso em abril de 2025 para uma ocorrência neste ano.
Os indicadores relacionados a crimes patrimoniais também apresentaram retração. Os roubos a pedestres diminuíram 20%, passando de 1.044 para 833 ocorrências. O roubo de veículos caiu 7%, enquanto os casos em transporte coletivo tiveram redução de 39%. Os roubos em estabelecimentos comerciais recuaram 21%, e os registros de abigeato apresentaram queda de 6%.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, os resultados estão associados ao reforço no efetivo policial, à aquisição de viaturas e equipamentos e à ampliação de operações integradas. Nos primeiros meses de 2026, mais de 1,2 mil alunos-soldados ingressaram na Brigada Militar, com previsão de reforço gradual ao efetivo da corporação.
O Estado também anunciou investimentos em infraestrutura e tecnologia. Entre as ações estão a entrega de novas viaturas à Brigada Militar, a construção da nova sede do 31º Batalhão de Polícia Militar, em Guaíba, e o lançamento do programa RS Atento, voltado à integração de monitoramento eletrônico e inteligência artificial na segurança pública.
Outro foco apontado pelo governo é o fortalecimento do Programa de Monitoramento do Agressor, que acompanha homens investigados ou condenados por violência contra a mulher por meio de tornozeleiras eletrônicas. Atualmente, mais de mil agressores são monitorados no Estado.