Ex-presidente venezuelano deve responder a acusações federais em tribunal em Manhattan
O ex-presidente da Nicolás Maduro, líder da Venezuela deposto após operação militar dos Estados Unidos, passou a madrugada deste domingo (4) sob custódia em uma prisão federal no Brooklyn, em Nova York. Ele foi detido no sábado (3) e transportado pelos EUA após sua captura em Caracas, em uma ação militar considerada histórica e sem precedentes recentes.
Maduro, de 63 anos, foi levado em um transporte que incluiu deslocamento de helicóptero e avião militar até solo norte-americano, onde chegou acompanhado por agentes das forças federais. Imagens oficiais mostram o ex-presidente algemado sendo conduzido por agentes da Drug Enforcement Administration (DEA) ao Centro de Detenção Metropolitano, uma prisão federal no bairro do Brooklyn, onde está detido.
LEIA TAMBÉM: Papa Leão XIV pede respeito à soberania da Venezuela e bem-estar do povo em meio à crise política
Em um vídeo divulgado pelas autoridades, Maduro aparece caminhando por um corredor ao lado de policiais e, segundo relatos, chegou a dizer “Boa noite, feliz Ano Novo” a alguém presente, em inglês, ao ser transferido para o local de detenção.
O ditador e sua esposa, Cilia Flores, foram levados primeiro a uma base aérea da Guarda Nacional em Stewart, Nova Iorque, antes de seguir para o centro de detenção. O governo dos EUA já apresentou novas acusações contra o ex-líder venezuelano e Flores no tribunal federal do Distrito Sul de Nova Iorque, incluindo narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para o país e crimes relacionados a armas automáticas.
Maduro deve comparecer na segunda-feira (5) a uma audiência no tribunal federal de Manhattan, onde as acusações serão formalmente lidas e os trâmites judiciais iniciais ocorrerão.
A captura e detenção de Maduro ocorre no contexto de uma ação militar dos Estados Unidos em território venezuelano que, segundo Washington, tinha por objetivo desarticular o que classificou como redes criminosas ligadas ao narcotráfico. A ofensiva foi condenada por diversos países e organizações internacionais que afirmam que houve violação da soberania venezuelana.