Um fumacê foi realizado na tarde desta quarta-feira (27) no Colina Sorriso
Com grande quantidade de focos do mosquito transmissor da dengue em Caxias do Sul, a Prefeitura vêm intensificando os chamados fumacês pelos bairros. A última aplicação do inseticida ocorreu ainda na tarde desta quarta-feira (27), no Colina Sorriso.
O fumacê age para matar o mosquito adulto e pode ser solicitado quando há casos suspeitos ou confirmados de dengue na região. Por isso, é fundamental manter os cuidados para evitar a reprodução do inseto (confira abaixo as orientações). Além disso, são realizadas visitas em residências, indústrias, terrenos baldios e obras, ou seja, em qualquer local onde possam ser encontradas larvas do mosquito em água parada. Essa rotina inclui orientação à população e inspeção das áreas.
O uso do fumacê segue protocolos e diretrizes estabelecidos na política pública de saúde, levando em consideração aspectos como segurança ambiental, resistência a inseticidas e monitoramento contínuo da eficácia das intervenções.
Na segunda-feira (25), a Prefeitura de Caxias do Sul declarou situação de emergência no município em função da proliferação de focos e enfrentamento da epidemia. A medida foi tomada considerando o grande aumento do número de pontos com o mosquito neste ano: o crescimento é de 200% no comparativo com 2023 e de 300% se forem observados os números de 2022. Caxias tem 420 focos do mosquito e 53 casos de dengue, sendo 16 autóctones (contraídos na cidade) e 37 importados (contraídos fora).

Cuidados
A Secretaria Municipal da Saúde reforça a importância de que a população procure atendimento médico nos serviços de saúde logo nos primeiros sintomas de dengue. Dessa forma, evita-se o agravamento da doença e a possível evolução para óbito. Principais sintomas: febre alta (39°C a 40°C), com duração de dois a sete dias; dor retro-orbital (atrás dos olhos); dor de cabeça; dor no corpo; dor nas articulações; mal-estar geral; náusea; vômito; diarreia; e manchas vermelhas na pele, com ou sem coceira.
Prevenção
Medidas de prevenção à proliferação e circulação do mosquito, com a limpeza e revisão das áreas interna e externa das residências ou apartamentos e eliminação dos objetos com água parada são ações que impedem o inseto de nascer, cortando o ciclo de vida na fase aquática. O uso de repelente também é recomendado para maior proteção individual.
No Estado
Até o fim da manhã desta quarta-feira, o Painel de Casos de Dengue RS (https://ti.saude.rs.gov.br/dengue/painel_de_casos.html) registrava 67.240 notificações e 34.434 casos confirmados de dengue no Rio Grande do Sul, sendo 466 dos 497 municípios infestados. Desde o início do ano foram registrados 42 óbitos no Estado. As cidades com maior registro de casos fatais são São Leopoldo (5), seguida por Novo Hamburgo e Tenente Portela (4 cada).