Os sinos das capelas de Flores da Cunha vão passar por um levantamento histórico para identificar suas origens e preservar os sons que fazem parte da memória das comunidades. O trabalho integra o projeto Sinfonia do Bronze, desenvolvido pelas historiadoras florenses Danúbia Otobelli e Graziela Mazzarotto.
A pesquisa vai abranger as áreas urbana e rural, com o levantamento das características e da procedência dos sinos, além de gravações dos diferentes toques.
Um dos pontos de partida são os cinco sinos franceses adquiridos pela comunidade em 1901, que permanecem no campanário da Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes. Outras peças instaladas nas capelas do município, no entanto, ainda têm origem desconhecida.
Preservação da memória
Além de marcar horários e anunciar celebrações religiosas, os sinos tiveram papel importante na comunicação entre moradores, transmitindo mensagens como falecimentos e alertas de tempestades.
Segundo as historiadoras, o desaparecimento gradual da figura do sineiro ameaça a continuidade dessa tradição. Por isso, o projeto pretende preservar tanto os objetos quanto os sons e os conhecimentos associados a eles.
Acesso por QR Code
O trabalho deve ser dividido em três etapas: pesquisa histórica e catalogação dos sinos, gravação dos toques e instalação de placas com QR Codes nos campanários das capelas. Ao escanear os códigos, moradores e visitantes poderão consultar informações sobre a origem de cada sino e ouvir seu toque.
O projeto conta com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio da Subsecretaria de Cultura de Flores da Cunha. O andamento da pesquisa pode ser acompanhado no Instagram, pelo perfil @sinfoniadobronze.