Evento realizado em Vacaria destacou retomada do setor após safras afetadas por eventos climáticos e reforçou investimentos em sanidade vegetal
A Abertura Oficial da Safra da Maçã 2025/2026 foi realizada neste sábado (7), em Vacaria, nos Campos de Cima da Serra, com projeções positivas para a produção deste ano. Representantes do setor produtivo e do poder público indicaram expectativa de alta produtividade e qualidade da fruta, após períodos de dificuldades causadas por eventos climáticos adversos.
O Rio Grande do Sul responde por cerca de 47% da produção nacional de maçã. No Estado, o cultivo concentra-se em municípios como Vacaria, Bom Jesus, São Francisco de Paula, Caxias do Sul e Monte Alegre dos Campos, com predominância das variedades Fuji e Gala. Além da relevância interna, o RS figura entre os principais exportadores da fruta no país, ao lado de Santa Catarina, com potencial de embarcar mais de 60 mil toneladas ao mercado externo.
Durante a cerimônia, o secretário adjunto da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena, ressaltou a importância econômica e sanitária da cultura da maçã. Segundo ele, o desenvolvimento do setor depende diretamente de um sistema de defesa sanitária robusto, sustentado pela atuação conjunta do governo estadual, federal e do setor produtivo.
Nesse contexto, Madalena anunciou que a Seapi irá firmar um convênio com a Embrapa Uva e Vinho voltado ao controle biológico da mosca-das-frutas, praga considerada um dos principais desafios para a manutenção da qualidade e da competitividade da produção. O diretor de Defesa Sanitária Vegetal da Seapi, Ricardo Felicetti, também acompanhou o evento.
Anfitrião da abertura oficial, realizada na empresa Rasip Agro, o produtor Sérgio Barbosa afirmou que a safra 2025/2026 marca um cenário de recuperação para o setor. De acordo com ele, após anos de instabilidade, a produção deve se aproximar novamente dos níveis considerados normais em termos de produtividade.
Representando a Associação Gaúcha dos Produtores de Maçã (Agapomi) e a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), o diretor executivo Moises Lopes de Albuquerque destacou o papel da cultura no desenvolvimento regional. Segundo ele, a maçã está entre as três frutas mais consumidas no Brasil e contribui diretamente para a geração de renda, a fixação do produtor no campo e a permanência dos jovens nas propriedades rurais.
A safra 2025/2026, conforme os organizadores, simboliza a retomada da confiança do setor e a expectativa de um ciclo mais estável para a fruticultura gaúcha.