Contrato para execução da ponte foi assinado recentemente; obra orçada em R$ 14,25 milhões é considerada histórica e deve substituir travessia por balsa até o fim de 2026
A construção da ponte que vai ligar Nova Roma do Sul a Nova Pádua é tratada como um marco histórico e um projeto estratégico para o desenvolvimento regional. Em entrevista à Rádio Solaris FM 99.1, o prefeito de Nova Roma do Sul, Roberto Panazzolo (PT), destacou que a obra representa um divisor de águas para os dois municípios. “É um projeto regional, mas Nova Roma do Sul será a principal beneficiada. Estamos falando de um novo momento para o município”, afirmou.
Atualmente, a ligação entre as cidades é feita por meio de uma balsa, que apresenta restrições de peso e horários, além de interrupções frequentes em períodos de cheia ou de baixo nível do Rio das Antas. As limitações afetam diretamente o deslocamento de trabalhadores, o transporte da produção agrícola e o atendimento de emergências na área da saúde.
O impacto no setor agrícola é considerado significativo, especialmente no escoamento da produção de uva, que ultrapassa 30 mil toneladas anuais na região. Com a travessia atual, produtores precisam utilizar caminhões menores e realizar mais viagens, o que eleva custos e reduz a rentabilidade.
O turismo também deve ser diretamente beneficiado. Nova Roma do Sul passou a ganhar maior visibilidade após as enchentes e a reconstrução da Ponte de Ferro, atraindo um número crescente de visitantes. Segundo o prefeito, a nova estrutura tende a consolidar esse movimento. “O turismo já vinha em crescimento, e a ponte vai ampliar ainda mais esse potencial”, destacou Panazzolo.
Do ponto de vista financeiro, a obra gerou economia aos cofres públicos. O valor máximo previsto em edital era de R$ 17,9 milhões, mas a licitação foi concluída por R$ 14,25 milhões, representando uma redução de cerca de R$ 3,6 milhões. “Foi uma licitação muito bem conduzida, transparente e sem qualquer impugnação”, pontuou o prefeito.
Os recursos para a construção são oriundos, principalmente, de emendas parlamentares da bancada gaúcha previstas para 2024 e 2025, suficientes para custear integralmente a obra. Além disso, a CERAN, empresa responsável pela usina hidrelétrica Castro Alves, confirmou o aporte de R$ 1 milhão, que, junto à economia obtida na licitação, deve ser destinado à pavimentação dos acessos à ponte.
A relação institucional entre Nova Roma do Sul e Nova Pádua foi apontada como determinante para o avanço do projeto. A obra é tratada como uma demanda regional, com atuação conjunta das duas administrações municipais.
O contrato para execução da ponte foi assinado recentemente. Uma reunião entre os municípios, a empresa vencedora da licitação e a Caixa Econômica Federal está agendada para a próxima terça-feira (20). Após essa etapa, vai ser emitida a ordem de início da obra. A expectativa é que os trabalhos comecem dentro de aproximadamente 60 dias.
O prazo contratual de execução é de oito meses, com a possibilidade de antecipação, aproveitando o período de estiagem do rio. A previsão da administração municipal é que a ponte seja concluída antes do fim de 2026, consolidando um novo eixo de desenvolvimento para a região.