Faixa Atual

Título

Artista


Visões da Pandemia: Pradense que mora na Itália traz a realidade do país frente ao coronavírus

Escrito por em maio 6, 2020

Cristina Ciconetto reside em Livorno, região da Toscana.

A pradense Cristina Ciconetto mora em uma região pouco afetada pelo vírus, em Livorno, na Toscana, possuindo pouco mais de 148 mil habitantes e 353 casos confirmados de coronavírus. Em contato com a reportagem da Rádio Solaris 97.3, ela afirma que o sistema público de saúde da Itália reagiu muito bem, fazendo o possível para suprir as necessidades durante a pandemia. “Os hospitais em algumas regiões já estiveram superlotados, mas agora têm leitos disponíveis e estão conseguindo suprir a demanda”.

Até o dia 05 de maio, a Itália teve um total de 213.013 casos positivos desde o início da pandemia. A situação até o dia 05 de maio era: 98.467 casos positivos, 85.231 curados, 29.315 mortos. Entre as regiões mais afetadas pela doença estão a Lombardia, com 37.02 casos positivos, Piemonte, com 15.323, a região de Veneto, com 7.116 positivos ao Covid-19, Toscana com 5.190 e Linguria com 3.427. As informações são atualizadas pelo Departamento de Proteção Civil da Itália.

Em relação ao pico da doença, Cristina diz que foi registrado entre 16 a 26 de abril. A partir de então, o número de casos positivos vem diminuindo e o número de pacientes curados, aumentando.

Como está o isolamento social na Itália?

De acordo com Cristina Ciconetto, nesta semana foi iniciada a “fase 2”. Após dois meses de isolamento, na segunda-feira, 04 de maio, entrou em vigor o novo decreto que estabelece:

  • Poder visitar parentes que moram na mesma região;
  • Reabertura de parques e jardim públicos, evitando aglomerações;
  • Uso de máscara se torna obrigatório em todo o território nacional, em lugares fechados com acesso ao público, incluindo meios de transporte, e em todos os casos onde não é possível manter a distância de dois metros (não obrigatório para crianças menores de seis anos);

Reflexos do coronavírus na economia

A economia da Itália foi afetada negativamente com a pandemia, principalmente o setor terciário, que reúne turismo, comércio e serviços, algo importante para a Itália, avalia Cristina.

“O governo disponibilizou um auxílio de 600 euros para trabalhadores autônomos e microempreendedores. Para as empresas, possibilitaram empréstimos com bancos (o estado italiano sendo fiador) de até 100 mil euros, dependendo do rendimento anual”.


E além disso, existem ações não governamentais, como por exemplo: doações de cestas básicas pra os mais necessitados, os Carabinieri (policiais) levam o dinheiro da aposentadoria até a casa dos idosos com mais de 75 anos (para evitar filas e assaltos).

Cristina comenta que existe muito “desconforto social” e vários protestos em curso, inclusive com o slogan #nonvogliofallire (não quero falir), muitos dizem que quando permitirem a reabertura do comércio, de qualquer maneira, não conseguirão reabrir por conta das dívidas.

Conforme informações desta quarta-feira (06), pela primeira vez desde o início da pandemia, a Itália registrou mais pacientes curados em relação a casos confirmados. O país tem 93.245 pessoas curadas, após um crescimento de 8.014 pacientes recuperados em 24h.

Fonte: Grupo Solaris – Repórter Luiz Augusto Filipini.


Opnião dos Leitores

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *