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Visões da pandemia: Como uma brasileira vê o momento vivido pela Espanha

Escrito por em abril 24, 2020

Equipe de reportagem da Rádio Solaris busca relatos de pessoas que estão no exterior

A Espanha começa a viver uma “tendência de queda” nos casos de coronavírus. Conforme especialistas, o pico da doença já passou, sendo registrado no início de abril. Em vigor desde 14 de março, o confinamento segue até 09 de maio, mas há tendência de relaxar as medidas. Até a quinta-feira (23), mais de 270 mil casos já haviam sido registrados, sendo 90 mil curados, além de 22 mil mortes. O primeiro caso havia sido confirmado em 31 de janeiro.

Quando a caxiense Grasiela Couto, de 23 anos, saiu de Caxias do Sul com destino à Espanha, realizando seu intercâmbio, já estava acompanhando a situação do coronavírus pelo mundo. Até aquele momento, em fevereiro de 2020, os casos registrados tinham mais evidência na China. Sua viagem rumo ao país Europeu foi em 13 de fevereiro. Grasiela relata que “nos aeroportos do Brasil, tanto em Porto Alegre como no Rio de Janeiro a situação era tranquila. Ao chegar no aeroporto de Paris comecei a ver algumas pessoas de máscara, principalmente chineses, e havia uma certa tensão no ar”.

Grasiela diz que chegou à Valência em 16 de fevereiro, naquele momento, “a situação na cidade era muito tranquila, mas ao ser noticiada a primeira morte na Comunidade Valenciana, em 03 de março, percebemos que possivelmente as coisas poderiam mudar. Na escola de espanhol em que eu estava, os professores estavam nos informando de que não haveria motivos para ter medo, pois o aumento de casos se dava em Madri e na Catalunha”.

A situação que parecia estar “tranquila” até aquele momento, começou a preocupar Grasiela quando passou a receber mensagens de pessoas no Brasil, perguntando sobre a situação. “Na casa em que eu estava, as intercambistas americanas, que ficariam em Valência até agosto, voltaram para os EUA, então, ficamos apenas eu e a dona da casa”.

Na cidade de Valência, todos os anos, ocorre uma festa tradicional chamada “Fallas”, recebendo milhares de pessoas de vários locais. Conforme Grasiela, “o evento acontece entre 15 e 19 de março. Quando recebemos a notícia do cancelamento das Fallas, o caos se instaurou”.

Sobre o processo de quarentena, Grasiela comenta que, “diferente de alguns lugares da Espanha, a Comunidade Valenciana levou muito a sério o decreto de quarentena, que se iniciou no dia 14 de março. Desde então, apenas supermercados, padarias e farmácias estão funcionando, com horários reduzidos e tomando as precauções exigidas (poucas pessoas em um mesmo espaço, luvas e máscara). No início, era perceptível e até mesmo palpável o medo das pessoas que estavam nas ruas. Acreditamos que os casos em Valência aumentam tão rapidamente por ser uma zona de praias, então, muitas pessoas de Madri e Barcelona vieram para Valência, de início, pensando que estavam de férias, o que fez os números subirem de pressa”.

Com o número de contágios diminuindo, as pessoas passaram a mudar também seus comportamentos. “No início, as pessoas iam ao supermercado e compravam estoques de comida, porém agora, percebemos que está mais controlado, ressalta Grasiela.

Dados do Coronavirus na Espanha até 23 de abril

– Confirmados: 213.024

– Ativos: 101.617

– Recuperados: 89.250

– Mortes: 22.157

– Madri: 60.487 confirmados, quase 7.700 mortos

– Catalunha: 44.892 confirmados, quase 4.300 mortos

– Comunidade Valenciana: 10.692 confirmados, 1.124 mortes

Fonte: Grupo Solaris – Repórter Luiz Augusto Filipini.


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