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Vendas de Páscoa deve ter baixo movimento no comércio da região

Escrito por em abril 9, 2020

Pesquisa da CDL Caxias aponta estimativa de queda de 27% em relação ao ano passado. Em Flores da Cunha cenário também não é otimista, em função da pandemia do coronavírus

As vendas de Páscoa deste ano não são nada animadoras. Em virtude da pandemia do coronavírus, os comerciantes não estão nem um pouco otimistas com expectativa de aumento em relação ao ano passado, quando nem se falava neste vírus que já matou milhões no mundo inteiro. Pelo contrário. As lojas especializadas somente tiveram autorização para abrir esta semana que antecede a Páscoa comemorada neste domingo, dia 12. A intenção de compras dos caxienses para a Páscoa, por exemplo, tem queda de 27%, aponta pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Caxias do Sul. O índice é comparado com a data de 2019.

O levantamento também aponta que cerca de 30% dos caxienses estão dispostos a gastar menos nesta Páscoa. Apesar disso, 46% da população pretende presentear na época mais doce do ano. A amostragem, com 402 pessoas (65% do sexo feminino), ocorreu de 19 a 25 de março, sendo que 46,5% do levantamento foi realizado na rua e 53,5% por telefone (devido ao isolamento social). De acordo com os dados coletados, 45% acreditam que o novo Coronavírus (Covid-19) prejudicou o clima de Páscoa e 63% afirmam que a pandemia irá afetar as compras para o período.

Entretanto, apesar da população estar disposta a gastar menos em decorrência da instabilidade do momento, o estudo mostra que os consumidores pretendem presentear mais em relação ao ano passado em quantidade de itens.  “Os números evidenciam que há um cuidado na hora de assumir dívidas. Porém, identificamos que, neste ano, ao invés de três presentes como a pesquisa apontou em 2019, o cliente quer investir em quatro, o que demonstra também atenção e carinho com os mais próximos, como forma de agrado, em especial neste período de isolamento social. Cerca de 30% dos presentes serão para filhos, enteados ou companheiros”, avalia o presidente da CDL Caxias, Renato Corso.

O ticket médio por pessoa deve ser de R$ 130 ou R$ 32,50 por presente, uma redução de R$ 19 frente ao ano anterior, o que era esperado, devido ao período de incertezas econômicas. A margem de erro pode ser flutuante, diante da mudança constante de cenário no país.

A pesquisa mostra que o chocolate segue sendo o preferido para 75% dos entrevistados. O ranking é liderado pelos ovos (31%), bombons e/ou trufas (27%), seguidos das barras (19%). Os produtos industrializados ainda são os favoritos para 54% da população caxiense.

Em reunião na segunda-feira, dia 6, a Prefeitura Municipal autorizou a abertura das lojas que comercializam chocolates, especializadas ou não. A liberação é exclusiva para esta semana e os estabelecimentos poderão vender apenas o doce. Entretanto, os empreendimentos não poderão permitir a formação de filas (internas ou externas), assim como outras formas de aglomeração.

As tele-entregas e o sistema take-away (pegue e leve) estão permitidos. As lojas também deverão respeitar todos os protocolos de higiene e ventilação e as recomendações previstas, como atuar com equipe reduzida e manter a distância interpessoal mínima, entre outras medidas destacadas no decreto municipal e estadual em vigor. “Acreditamos que as vendas podem aumentar, O caxiense de forma geral tem por hábito deixar suas compras sempre para a última hora. O que pedimos é que a população vá às compras em dias e horários alternados, para evitar a aglomeração, mantenha os cuidados de higiene e respeite as distâncias entre as pessoas”, sugere o presidente da CDL Caxias.

Flores da Cunha

No comércio de Flores da Cunha o cenário não é diferente. O presidente da CDL florense, Jásser Panizzon afirma que é inevitável o impacto da pandemia na melhor data para venda de chocolates no varejo. “Sem uma estimativa de crescimento em vendas em nome da saúde pública, os mercados, que permanecem abertos, são os poucos que mantêm projeções sobre as vendas, principalmente negociando preços e fazendo promoções. As lojas especializadas são as que deverão ter mais dificuldades e por isso devem aderir outros canais de venda como WhasApp e aplicativos delivery”, explica.

De acordo com Panizzon, não é possível fazer uma estimativa de queda ou crescimento. “As previsões da indústria para o ano eram até favoráveis. Os indicadores prévios de fevereiro, até a primeira semana de março, apresentavam uma tendência de crescimento positiva na intenção de compra do consumidor se comparada com 2017 e possivelmente igual ou superior ao ano de 2019. Infelizmente, o efeito Covid-19 se impôs a qualquer expectativa, cálculo ou projeção”, afirma.

Fonte: CDL Caxias do Sul e Flores da Cunha

Ovos de chocolates são os mais procurados


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