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UTI’s em Flores da Cunha tornam-se projeto para o futuro

Escrito por em setembro 24, 2020

A criação de leitos neste momento mostra-se inviável, segundo levantamento realizado em parceria com o Hospital Geral, porém a ideia é aprofundar os estudos para o médio prazo

UTI em Flores da Cunha: hoje não, talvez amanhã. Essa é a avalição da Prefeitura Municipal depois da apresentação de um estudo realizado sobre a implantação de Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s) no Hospital Beneficente Nossa Senhora de Fátima. A criação de leitos é inviável neste momento, mas deve tornar-se uma prioridade no médio prazo.

A análise técnica, encomendada pela administração pública ao Hospital Geral de Caxias do Sul, (que é referência para a região), foi apresentada para convidados e imprensa na noite de quarta-feira (23), no Espaço Cultural São José. O responsável pelos trabalhos de levantamento de custos e analise de viabilidade, foi o diretor geral do Hospital Geral, Sandro Junqueira.

Foi Sandro quem detalhou aos presentes as dezenas de exigências e todos os passos que devem ser rigorosamente seguidos até que os leitos de UTI possam receber pacientes. Em relação aos custos de implantação, Junqueira apresentou que para que 10 leitos pudessem ser instalados, seria necessário um investimento superior a R$ 3,5 milhões, entre estrutura física e equipamentos.

Em entrevista concedida à Rádio Solaris FM 99.1 nesta quinta-feira (24), o prefeito de Flores da Cunha Lídio Scortegagna, contou que esse é um primeiro passo para a concretização do projeto das UTI’s: ouvir especialistas no assunto, dialogar com a comunidade e com as autoridades competentes, entender a demanda e, aí sim, ampliar a busca por recursos.

Scortegagna contou ainda que são diversos requisitos a serem obedecidos para a abertura dos leitos de UTI. O primeiro passo seria analisar a demanda, segundo o prefeito. Flores da Cunha necessita, (em média), duas ou três vagas em UTI’s por mês, segundo da dados da Secretaria Municipal da Saúde. O outro ponto é analisar a estrutura física do Hospital Fátima, que receberia os equipamentos. Segundo os administradores da instituição, é necessário realizar uma obra ampliação para que seja viável a implantação, o que demandaria cerca de R$ 1,4 milhão.

“Não é o valor de dinheiro que vai ser investido que deve ser mensurado. Porque o preço de uma vida não tem custo, não tem um valor monetário. A questão é a viabilidade”, afirmou Lídio na entrevista (ouça abaixo). Ainda de acordo com o prefeito, além dos R$ 1,4 milhão na estrutura, seria necessário mais R$ 2,1 milhões para equipar os leitos (totalizando os cerca de R$ 3,5 milhões estimados para investimento na estrutura e aquisição de equipamentos). Também será necessário ter em caixa mensalmente, cerca de R$ 650 mil para manter os dez leitos propostos funcionando.

O desafio dos próximos gestores municipais, em parceria com o Hospital Fátima e entidades, é conseguir, num primeiro momento, o “apoio” por parte das autoridades estaduais da saúde para dar prosseguimento no projeto. A partir disso, segundo avalia Scortegagna, é necessário dar andamento na captação de recursos e ter a ciência da grande responsabilidade que é para o município e o Hospital ter esses leitos abertos.

Entrevista Lídio Scortegagna – Estudo de implantação de UTI’s

Anexos da apresentação do diretor do Hospital Geral de Caxias do Sul Sandro Junqueira, sobre a implantação dos leitos de UTI em Flores da Cunha: 
Apresentação 1
Apresentação 2
Apresentação 3


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