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UCSGraphene marca novo paradigma da UCS em produção de conhecimento para o desenvolvimento econômico e social

Escrito por em abril 21, 2020

A primeira e maior planta de produção de grafeno em escala industrial da América Latina foi criada pela Universidade de Caxias do Sul

Um novo paradigma sobre o papel da Universidade de Caxias do Sul como indutora do desenvolvimento. Com esta perspectiva a gestão da Fundação Universidade de Caxias do Sul (FUCS) e a Reitoria da UCS apresentaram a entidades, autoridades públicas, empresários e comunidade regional o UCSGraphene, a primeira planta de produção de grafeno em escala industrial da América Latina implementada por uma universidade e a maior em capacidade produtiva – de até 500 kg/ano com possibilidade de ampliação para 5.000 kg/ano – suplantando as existentes, do setor privado.

“Estamos colocando Caxias, o Rio Grande do Sul e o Brasil no mapa mundial da tecnologia”, sentenciou o presidente da FUCS, José Quadros dos Santos, atribuindo a concretização do projeto, vinculado ao Parque de Ciência, Tecnologia e Inovação da Universidade de Caxias do Sul – TecnoUCS, à “persistência do reitor Evaldo Kuiava de propor o desafio de mudar a lógica acadêmica da pesquisa e da inovação”. Oriundo das pesquisas em nanomateriais feitas pela área de Engenharia e Ciências dos Materiais desde 2005, o UCSGraphene efetiva a nova visão da UCS, de transformar o conhecimento produzido no âmbito acadêmico em soluções inovadoras para o setor empresarial, o poder público e a sociedade, conforme preconiza a teoria da ‘quadrupla hélice’ do desenvolvimento.

Outros exemplos recentes – todos apresentados nos últimos 15 dias – são a coordenação da produção de ventiladores pulmonares para pacientes da Covid-19, a realização de testes sobre a doença com ações de campo, e o lançamento do serviço de telemedicina através do Centro de Saúde Digital. “Foram respostas de altíssimo padrão a demandas da sociedade, conseguidas graças às capacidades técnicas reunidas nesta instituição”, definiu Quadros, aliando o UCSGraphene à mesma perspectiva. “O lançamento desta planta é um fato que pode mudar a história da indústria caxiense”, definiu.

Pesquisa para a inovação – Observando que o conhecimento e a ciência são produtos humanos, e recorrendo à visão do modelo de quádrupla hélice, o reitor Evaldo Kuiava defendeu que a UCS constantemente se mantém executando sua missão institucional de produzir e sistematizar (por meio da pesquisa avançada) e socializar (entregando para a sociedade) o conhecimento, ao mesmo tempo que vai atualizando a forma de fazê-lo. Se até algum tempo o processo se encerrava no campo teórico das publicações científicas, o novo paradigma implica na transformação daquilo que se cria e desenvolve dentro da academia em aplicações práticas na vida das pessoas, na forma de novos produtos e processos. “Ao redirecionar nossa atuação sem nos desconectarmos da nossa essência enquanto Universidade, de existir com base no ensino e na pesquisa, também nisso estamos sendo inovadores”, considerou.

Na mesma linha, o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Juliano Gimenez, salientou a excelência da UCS em ensino e pesquisa nas áreas vinculadas ao UCSGraphene – Ciência dos Materiais, Engenharia Química, Biotecnologia, Ambiental e da Saúde – o que faz do lançamento da planta uma contribuição para a retomada do crescimento econômico vinculada à produção industrial. “Nosso intuito com esta iniciativa é a prestação de serviços tecnológicos que atendam os anseios das empresas, para que elas possam desenvolver novos produtos ou melhorar os já existentes, gerando resultados para o segmento produtivo e melhor qualidade de vida para toda a sociedade”, descreveu.

Valor agregado e competitividade – O coordenador-executivo do TecnoUCS, Enor Tonolli Jr, também destacou a importância da combinação entre educação, ciência e tecnologia, propiciada pelas universidades, centros de pesquisa e incubadoras tecnológicas, como caminho para o avanço econômico e social através de inovações. “Uma solução como esta que a Universidade apresenta hoje só tem sentido pelo potencial de gerar valor agregado e competitividade para o mercado que possui”, sustentou.

Responsável pela apresentação técnica do empreendimento, o coordenador do UCSGraphene, Diego Piazza, salientou o anseio da Universidade de, com o projeto, “fazer do Brasil uma referência em tecnologia e inovação, gerando riqueza e benefícios sociais”. Para tanto, conceitos como a automatização produtiva e o de ‘planta verde’ da unidade (com tratamento e reaproveitamento de água e resíduos), somam-se à capacidade do UCSGraphene de fomentar o desenvolvimento na “busca da diversificação das matrizes econômicas regional, estadual e nacional”, preconizou.

O UCSGraphene:

– Conectado ao Parque de Ciência, Tecnologia e Inovação da Universidade de Caxias do Sul – TecnoUCS, resulta de 15 anos de pesquisas avançadas da UCS em nanomateriais.

– Atua com a produção, a aplicação e a caracterização de grafeno e seus derivados, nanomateriais e demais materiais.

– Entrou em operação em 14 de março, com capacidade de produção de até 500 kg/ano e possibilidade de ampliação a até 5.000 kg/ano em 12 meses.

– Está habilitado à prestação de serviços tecnológicos para setores portadores de futuro dos mercados nacional e internacional.

– Dentre as aplicações pesquisadas e que a UCS alcançou expertise estão os segmentos de revestimentos avançados, materiais inteligentes, medicina regenerativa, energias alternativas, blindagem, metais, compósitos, polímeros e cerâmicas.

– É a primeira planta de produção de grafeno em escala industrial da América Latina instalada por uma universidade ou centro de pesquisa e a maior em capacidade produtiva, suplantando inclusive as fábricas existentes, do setor privado.  

O Grafeno:

– É obtido do grafite a partir da reordenação hexagonal dos átomos do carbono. Foi isolado pela primeira vez em 2004, na Inglaterra, em pesquisa que ganharia o Prêmio Nobel de Física em 2010.

– É o material mais leve e resistente do mundo (200 vezes mais resistente do que o aço), superando até mesmo o diamante, e o mais fino que existe (da espessura de um átomo, ou 1 milhão de vezes menor que um fio de cabelo).

– Possui excelente condutividade térmica e elétrica, transparência e maleabilidade, sendo resistente ao impacto e à flexão.

– Devido à alta resistência mecânica, capacidade de transmissão de dados e economia de energia é considerado um dos maiores recursos da atualidade para aplicações em alta tecnologia.

– Em nanotecnologia é bastante utilizado na produção de componentes eletrônicos, baterias, telas e displays LCD, anticorrosivos, solventes, revestimentos, entre outros.

Fonte: Grupo Solaris com informações da Assessoria de Comunicação da Universidade de Caxias do Sul.

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