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“Tu tem câncer e é maligno”, palavras difíceis de ouvir, mas que retratam a realidade de muitas pessoas

Escrito por em outubro 8, 2021

Há sete anos, Beatriz Novello Tonnet superou a doença e busca passar uma mensagem de fé e esperança

“Tu tem câncer e é maligno”. Essas são palavras difíceis de ouvir, mas retratam a realidade de tantas pessoas que são acometidas pela doença todos os anos. Beatriz Novello Tonet, de 65 anos, ouviu essa frase do seu médico. “Quando o cabelo começou a cair foi a fase mais dolorida, mas depois eu aceitei”. Com muita fé e perseverança, fazem sete anos que Beatriz superou o câncer.

Tudo começou em 2013, quando através de exames de rotina o médico de Beatriz identificou “uma bolinha”. No princípio não pareceu algo muito preocupante, entretanto com o passar do tempo sua perna começou a inchar. Ela foi encaminhada para uma ginecologista. Essa médica pediu que Beatriz trouxesse todos os seus exames para que ela estudasse o caso. Após alguns dias a médica ligou que ela procurasse com urgência um oncologista pois o seu caso poderia ser grave.

Beatriz relembra do dia em que foi identificado o tumor, que já estava “abraçando” todas as veias da perna. Com embolia pulmonar e a beira de desenvolver um quadro de trombose, ela precisou ser internada às pressas e passou por uma operação. “Eu sempre digo que eu subi a escada para o céu e me mandaram de volta”, conta Beatriz.

A cirurgia foi bem sucedida, mas o resultado da biópsia, identificando o câncer linfático já instalado na sua virília, foi o mais desanimador. Segundo Beatriz, naquele dia o médico disse: “Eu tenho duas notícias pra te dar, uma boa e uma ruim: tu tem um câncer e é maligno, mas o lado bom é que tu tem um dos tipos de câncer mais fáceis de tratar”.

Em fevereiro de 2014, Beatriz ficou 23 dias internada, realizando sua primeira sessão de quimioterapia. Com o passar dos dias seus cabelos começaram a cair, até que chegar o dia em que ela pediu para o filho, Diego, raspar sua cabeça. “Ele queria raspar a cabeça dele também, em solidariedade, mas eu disse que não precisava”, relembra. Foi desde então, até a oitava e última sessão de quimioterapia, que ela começou a usar um lenço na cabeça.

“Eu nunca me botei pra baixo, nunca desanimei”, garante Beatriz. E é essa mensagem que ela busca levar para outras pessoas que enfrentam uma situação semelhante: “o câncer pode sim ser superado”. Sua devoção ao Frei Salvador e à Nossa Senhora, e o amor incondicional da família e amigos foram os pilares de sustentação da sua plena recuperação.


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