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Superação: “Eu sinto o coração novo batendo, é uma coisa mágica”, diz transplantada cardíaca

Escrito por em abril 13, 2021

A Pradense que motivou grupos de orações concedeu entrevista à Rádio Solaris 97.3 nesta terça-feira (13)

Uma história de superação, e que prova mais uma vez, a importância da consciência na doação de órgãos. Monique Susin Perosa, natural de Antônio Prado, vivenciou essa realidade e, graças a decisão de uma outra família, ganhou um novo coração.

Monique conta, em entrevista à Rádio Solaris, que aos 18 para 19 ano, foi morar em Caxias do Sul, onde estudou comércio exterior e já iniciou os trabalhos na área. Desde então, ela reside e tem suas atividades em Caxias, sempre retornando a terra natal para visitar seus pais e demais familiares que residem em Antônio Prado.

A história que culminou no transplante começou, de acordo com Monique, há cerca de sete anos, quando sua mãe comprou um aparelho de medir pressão, onde Monique constatou que tinha pressão alta. Dessa forma, ela procurou um cardiologista e, após os exames, foi constatado pressão alta e um leve aumento do coração, mas algo que não prejudicava as funções.

Assim, ela passou a tomar medicamentos e, com o passar dos anos, continuou o acompanhamento com exames. Porém, cada vez mais o coração de Monique aumentava e foi constatado insuficiência cardíaca, algo que costumeiramente atinge pessoas acima dos 60 anos, raro em jovens, como no caso de Monique.

Mesmo fazendo vários exames, a causa não era descoberta. Monique tinha cansaço, tosse seca, dificuldade para dormir, mas “levava uma vida normal”, disse ela.

Nos últimos dois anos, a partir de 2019, cada vez mais consciente da doença, Monique começou a ter edemas nos pés, abdômen, mudanças bruscas de peso, inchaço, por vezes tendo que ir ao hospital para fazer eliminação de líquidos, começou a não conseguir engolir normalmente os alimentos. “Tinha muita certeza que era algo da doença, pois eram episódios muito próximos”, comenta Monique.

Ao piorar a questão da insuficiência cardíaca, Monique procurou um especialista em Porto Alegre, no Hospital de Clínicas, onde foi orientada que precisaria tomar medicação a vida inteira e talvez precisasse de um transplante, evitando bebida alcóolica e sal. “Na hora foi um choque, transplantar um coração, mas já tinha isso em mente”, segundo Monique.

No final de 2020, Monique teve diagnóstico positivo para o coronavírus. “Passei a quarentena bem, mas quando acabou, não conseguia mais caminhar, comecei a ter muita falta de ar, não conseguia dormir, não conseguia engolir”, diz Monique.

Monique passou a pensar em ir para o hospital e somente sair quando estivesse bem, não importando o tempo que durasse, querendo fazer o transplante. Após internação em Caxias do Sul, ela foi transferida para Porto Alegre, no Hospital de Clínicas, com especialistas em insuficiência cardíaca.

“Em oito de janeiro, começou minha luta pela vida”, disse Monique, se referindo ao trabalho dos médicos na busca pela sua estabilização e o receio de uma parada cardíaca. Antes do transplante, Monique precisava fortalecer seu organismo e melhorar sua função cardíaca.

Seu novo coração chegou em sete de fevereiro. “Foi o dia mais feliz da minha vida”, afirma ela. Apesar de estar sempre submetida a tratamentos, Monique estava lúcida e pensava que precisava viver aquele momento da forma como ele acontecia. A fé e o pensamento positivo sempre permearam todo o processo vivido por ela.

No pós transplante, Monique diz que precisa fazer biópsias, procedimento invasivo, precisa tomar vários medicamentos, alguns pela vida inteira, lavar muito bem os alimentos, além de alguns efeitos colaterais por conta dos medicamentos.

“Eu sinto o coração novo batendo, é uma coisa mágica”, finaliza Monique.

Confira o vídeo

Fonte: Grupo Solaris – Repórter Luiz Augusto Filipini


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