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Sindicatos da região tentam driblar crise econômica

Escrito por em abril 27, 2020

Prejuízos chegam até a 90% em alguns setores devido ao novo coronavírus

A pandemia do novo coronavírus está trazendo preocupações e incertezas em todos setores. O Conselho dos Sindicatos Globais, inclusive, chegou a divulgar nota pedindo medidas de estímulo à economia e de proteção ao trabalho, enquanto durar a crise. A economia global precisa de estímulo econômico que chegue à economia real, aos trabalhadores e pequenas empresas e que priorize emprego, meios de subsistência e comunidades, é o que diz a nota assinada por vários sindicatos.

O setor da indústria moveleira é um dos que mais vêm amargando os prejuízos. Conforme o Sindicato dos Madeireiros da região (Sindimadeira), que conta em torno de mil indústrias nos municípios de abrangência como Caxias do Sul, Flores da Cunha, Nova Pádua, Antônio Prado, São Marcos, Ipê, entre outros, estima uma perda de cerca de 80% no ramo, mesma estimativa da Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs), cuja sede é em Bento Gonçalves, principal polo gaúcho do ramo. “Estamos no momento com 50% dos funcionários das empresas trabalhando em Caxias do Sul. Esta semana deveremos subir para 75% até chegar em 100% plenamente em maio”, diz o diretor executivo do Sindimadeira, Moacir Bueno da Silva, que lamenta a queda. “Começamos com um cenário bem otimista no início de 2020 e quando estávamos decolando, acontece esta pandemia”, descreve.

Para setores onde a chegada do frio e o Dia das Mães tinha uma perspectiva otimista de vendas este ano, a pandemia frustrou as expectativas dos lojistas como as malharias. Aliás o setor têxtil é o segundo maior gerador de empregos no país em indústria de transformação – somente atrás da gastronomia/bebidas. A presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e Malharias da Região Nordeste do Estado, Fitemasul, diz que não será em um passe de mágica que tudo voltará ao normal.

Paola Reginatto calcula uma queda no setor de 60% no mês de março e de até 90% em abril e prejuízos até julho. “Temos empresas que produziam 100 mil peças e hoje produzem 40 a 60 mil. Estamos fazendo o possível para minimizar as perdas e talvez reduzir para 50% a quedas nas vendas”, afirma com otimismo. Preocupada, Paola diz que o objetivo é evitar demissões, mas reconhece que está havendo um encolhimento das empresas. “Se as indústrias evitam o desemprego, estimulam o cliente a vender mais. Demissões vão acabar ocorrendo, mas medidas do governo federal poderão evitar. Com criatividade e espirito empreendedor vamos superar esta crise”, afirma a presidente da Fitemasul, que abrange 22 municípios da região.

Na construção civil, a situação é mais grave.  Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Construção e Mobiliário de  Caxias do Sul, que abrange diversos municípios da região, Antonio Olírio dos Santos Silva, o setor perdeu em torno de 15 mil empregados. “Voltamos, mas com 1/3 da capacidade que tínhamos antes do coronavírus. Só se vê placas de vende-se e aluga-se nas ruas. Para normalizar tudo e recuperar o que foi perdido só em 2021. Temos trabalhadores vendendo casa, móveis para sobreviver e sustentar família. A situação é desesperadora”, salienta Silva.

Madeireiros estimam perdas de até 80% no setor

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