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Sessão que julga impeachment do prefeito Daniel Guerra é o maior da história do Legislativo caxiense

Escrito por em dezembro 21, 2019

Processo completou mais de 24 horas ininterruptos neste sábado e não tem dia e hora para ser votado. Justiça indeferiu pedido de suspensão de liminar da sessão

A sessão extraordinária que julga o processo de impeachment do prefeito de Caxias do Sul, Daniel Guerra, completou às 9h15min deste sábado, dia 21, 24 horas de duração na Câmara de Vereadores sem interrupção, a mais longa dos 127 anos de história do Legislativo caxiense. Durante toda a madrugada e até às 20h30min de hoje, os vereadores continuavam lendo o parecer a pedido da advogada e procuradora do município, Cássia Khun. No começo da tarde, a justiça federal indeferiu o pedido de liminar da prefeitura para suspender a sessão.

Não há previsão até quando serão lidas todas as cerca de 4 mil páginas em oito volumes, que pode seguir até a próxima segunda-feira, vésperas do Natal. O cansaço era visível no plenário e entre os vereadores que se revezam na leitura das páginas.

A defesa do prefeito Daniel Guerra pedia ainda que a fase de instrução fosse reaberta para o depoimento do chefe do Executivo e a suspensão do processo de cassação até o julgamento de mérito de mandados de segurança e agravos de instrumento que tramitam na Justiça.

Em seu despacho, o desembargador João Barcelos de Souza Junior disse que o agravo interno sequer foi distribuído, constando nos autos do próprio agravo de instrumento de cuja decisão recorre o agravante. “O agravo interno deve ser direcionado para o Colegiado, não cabendo sua decisão de forma monocrática, razão pela qual descabe decidir sobre o recurso em sede de plantão”, disse ele.

Votação não tem hora para começar mas é provável que ocorra na segunda-feira

Durante este sábado, os ânimos no plenário da Câmara Municipal foi tranquilo, sem tumultos e discussões entre os prós e contras do prefeito, ao contrário de sexta-feira.

Depois de toda a leitura, cada um dos 23 parlamentares terá 15 minutos para manifestação. Após, a advogada terá até duas horas para defesa. Em seguida o presidente da Câmara dará início ao processo de votação, que pode acabar na noite ou madrugada de segunda-feira.

Fotos: Rogério Costanza/Grupo Solaris

Ânimos no plenário estavam calmos neste sábado

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