Grupo Solaris

Servidora municipal é afastada dos trabalhos em Antônio Prado

Processos internos referindo-se a conduta e higiene são analisados pela administração.

Na quinta-feira (10), pais e alunos da Escola Aparecida, de Antônio Prado, realizaram um ato de manifestação cobrando um posicionamento por parte da secretaria de educação sobre a transferência de uma profissional que exercia a função de cozinheira para outra instituição de ensino do município.

Em seu lugar, assumiria outra servidora. Esta passou por sindicâncias internas, no setor jurídico da prefeitura, por má conduta e má higiene no preparo de alimentação para crianças.

Caso a decisão de troca das servidoras fosse mantida, os alunos não iriam às aulas na sexta-feira (11). A manifestação foi realizada no início da manhã, e a decisão da troca foi cancelada.

Na segunda-feira (14), a servidora voltou a trabalhar no Berçário Vô Lino, localizado próximo ao Cemitério Municipal. Ela permaneceu 30 dias afastada após processo administrativo ser tramitado no âmbito do poder executivo municipal.

De acordo com o estatuto do servidor, o processo possui três fases. Advertência, Suspensão e Demissão.

A reportagem da Rádio Solaris recebeu uma série de ligações por parte de pais preocupados com a volta da servidora às atividades. Alguns deles, relataram ter deixado de ir ao trabalho para deixar o filho em casa.

Segundo informações de uma mãe de aluno da escola, na quarta-feira (16), oito mães estiveram reunidas no Conselho Tutelar de Antônio Prado. Elas encaminharam um documento ao promotor de justiça de Antônio Prado na quinta-feira (17), com pedido de afastamento da servidora por tempo indeterminado.

Desde a quinta-feira (10), a equipe de jornalismo busca o contato com a Secretaria de Educação. Fomos atendidos na sexta-feira (18), pela secretária Marisa Restelatto Anziliero. O e-mail encaminhado à reportagem limita-se em dizer que as medidas tomadas são administrativas, possuindo um trâmite a ser seguido.

Na segunda-feira (21), houve uma reunião entre a Secretária de Educação e pais. O ofício pedindo para que o município tomasse as medidas cabíveis foi encaminhado pelo promotor à referida secretaria, que repassou os documentos ao setor jurídico da prefeitura.

Na quarta-feira (23), o jurídico decidiu afastar a profissional dos seus serviços por mais 30 dias.

Fonte: Grupo Solaris.

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