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Serra volta para bandeira vermelha

Escrito por em julho 3, 2020

Governo anunciou a troca no final da tarde desta sexta-feira na região de Caxias do Sul

O governo do Estado anunciou na tarde de sexta-feira, dia 3, que a região de Caxias do Sul volta a bandeira vermelha (alto risco), após uma semana de laranja (médio), segundo os critérios do Distanciamento Social Controlado de coronavírus. A medida começa a valer a partir de terça-feira, dia 7, mas cabe recurso por parte dos prefeitos da Serra até às 8h deste domingo.

Sendo assim, todos os serviços considerados não essenciais deverão ter as portas fechadas. O protocolo do Distanciamento Social orienta ainda que os estabelecimentos essenciais só poderão abrir com apenas 50% dos trabalhadores. Na segunda-feira, dia 6, o Gabinete de Crise analisará os dados enviados e rodará o mapa novamente e, à tarde, divulgará as bandeiras definitivas, que serão vigentes de 7 a 13 de julho.

Segundo o governo, o relatório do Estado traz as seguintes informações em relação a região de Caxias do Sul:

A região de Caxias do Sul retorna para situação de bandeira vermelha. Dos indicadores de velocidade do avanço, o de hospitalizações confirmadas para Covid-19 entre as duas semanas e o de pacientes Covid-19 em leitos de UTI no último dia tiveram deterioração do quadro, obtendo bandeiras laranja e preta, respectivamente. A região segue agravada pelos dois indicadores de Incidência de Novos Casos sobre a População, pela Capacidade de Atendimento da macrorregião e, assim como as demais regiões Covid-19, pelo impacto da bandeira vermelha no indicador de Capacidade de Atendimento mensurada pelo Estado como um todo.

Conforme destacado, o indicador de hospitalizações confirmadas para Covid-19 registradas nos últimos sete dias aumentou 9% entre as duas semanas, passando de 76 na semana anterior para 83 na atual. Porém, mesmo que o avanço da doença tenha reduzido na velocidade, o número de internados por SRAG em UTI (de 62 para 78), o número de internados em leitos clínicos Covid-19 (de 57 para 59) e de internados em leitos de UTI Covid-19 (de 40 para 59) cresceram.

Preocupação

O Prefeito de Caxias do Sul, Flávio Cassina vê com preocupação o retorno da região para a bandeira vermelha, com todos os esforços que estão sendo tomados como abertura de novos leitos pelos municípios. “A preocupação é muito grande e não temos outra alternativa a não ser recorrer novamente para continuarmos trabalhando de forma regular, principalmente o comércio e os serviços que são os mais afetados com essa mudança. Vamos, via Amesne, mostrar de maneira clara e enfática a capacidade da região de enfrentamento da pandemia pelos esforços que estão sendo desprendidos. Temos ainda uma boa capacidade de absorção de situação adversa que pode ocorrer. Isto deve ser considerado pelo governo do Estado”, avalia.

A Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne) vai recorrer da decisão dentro do prazo legal e aguardará a nova avaliação do Estado na segunda-feira. Enquanto isso, as regras a serem cumpridas em Caxias do Sul são as da bandeira laranja e dos decretos municipais em vigor.

Comércio

O Sindilojas Caxias, como representante legal do comércio, solicita aos comerciantes para que aguardem o anúncio definitivo que será feito na tarde de segunda-feira e alerta que, de acordo com o protocolo do Distanciamento Controlado, atualizado, o comércio poderá manter 25% dos trabalhadores para atendimento do comércio eletrônico e para tele-entrega, tanto para comércio de rua como para shoppings, a partir da próxima terça-feira.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Caxias do Sul, Renato Corso também está preocupado com a situação. “Devemos preservar a saúde das pessoas, mas também das empresas, que geram fonte de renda para milhares de famílias. Necessitamos da ajuda de toda a população. Os empresários estão engajados com a causa, mas precisamos continuar fazendo cada um a nossa parte. Na hora de sair de casa, não há necessidade ir aos estabelecimentos com dois ou mais integrantes de uma mesma família. Também é fundamental que, quando saírem, todos estejamos conscientes das precauções a serem tomadas, como a utilização de máscara, álcool em gel e cuidados com a etiqueta respiratória”, reafirma Corso.

CDL Flores da Cunha

Para o presidente da CDL de Flores da Cunha, Jásser Panizzon, o posicionamento é o mesmo. Segundo ele, não há lógica de fechar apenas o comércio. “Entendemos a preocupação com a saúde e a vida das pessoas, mas não vemos coerência nos protocolos. Por exemplo, bandeira vermelha só o comércio de rua precisa fechar, enquanto outros continuam trabalhando com restrições”, pondera. De acordo com Panizzon, o comércio poderia manter suas atividades, porém com os devidos cuidados. “Fechar por completo não muda absolutamente nada”, afirma.

Estado

As outras 10 regiões ficaram com laranja (risco médio). O Estado segue sem registro de bandeira preta (risco altíssimo), mas, pela primeira vez, nenhuma região foi classificada em amarelo (risco baixo). Conforme a análise preliminar, seis regiões tiveram piora na classificação final e, portanto, terão maiores restrições de suas atividades. Taquara registrou a mudança mais drástica: a região estava com bandeira amarela e passou direto para vermelho. Palmeira das Missões, Pelotas, Erechim que estavam com bandeira laranja, também migraram para vermelha. Bagé, que estavam em amarelo, foi para laranja.

Cinco regiões permaneceram sem alteração. Porto Alegre, Capão da Canoa, Novo Hamburgo e Canoas, por terem sido classificadas em vermelho pelo menos duas vezes no período de 21 dias, mesmo que apresentassem melhora nos dados, não poderiam ter regressão no nível de restrição, com isso, seguem com bandeira vermelha. Passo Fundo não apresentou melhora nem piora no cálculo dos indicadores e permanece com vermelha.

A única região que apresentou redução de risco foi Santo Ângelo, passando de vermelho para laranja. As demais regiões não tiveram alteração na sua bandeira final e permanecem com bandeira laranja.

Fonte: Governo do Estado


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