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Serra terá boa safra de uva, mas preço mínimo deve ficar aquém do esperado

Escrito por em novembro 6, 2020

Agricultores de Antônio Prado devem produzir cerca de 35 milhões de quilos de uva

As condições meteorológicas ocorridas em agosto e setembro, além do prognóstico climático para uma primavera um pouco mais seca, deixam uma boa perspectiva para a safra de uva 2020/2021.

Segundo o presidente da Cooperativa Agroindustrial Pradense, Osvaldo Conte, os agricultores de Antônio Prado devem produzir cerca de 35 milhões de quilos de uva nessa safra.

Apesar do fenômeno La Niña, Conte espera que a qualidade do produto seja igual a de safra 2019/2020, salientando que é necessária chuva agora e menos na colheita.

Quanto ao recebimento e armazenagem, a Cooprado tem capacidade para armazenar quatorze milhões de quilos de uva.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar de Antônio Prado, Luiz Ceron, a perspectiva também é de uma safra de boa qualidade. O que preocupa o dirigente é o custo da produção e o preço mínimo do produto.

A estimativa da Embrapa é que, para produzir 01 kg de usa, o produtor tenha que investir

R$ 1,15 ao kg, Já o preço mínimo da uva deve ser estipulado pelo Ministério da Agricultura em

RS 1,10.

Para Ceron, não é possível o agricultor produzir com prejuízo, por isso o sindicato busca a equiparação, no mínimo, com o custo de produção.

O preço da uva pode variar no comércio de acordo com a oferta e procura. Muitos produtores entregam em outras cidades a um valor maior que o mínimo.

Os prognósticos climáticos indicam que a primavera 2020 será marcada pela ocorrência do, o que requer especial atenção por parte dos produtores em função das chuvas abaixo da média.

Segundo especialistas, é importante realizar o controle do míldio, especialmente durante o período de floração, em regiões mais baixas ou com formação de orvalho. A redução das chuvas também trará alguns benefícios, com uma previsão de redução da incidência de antracnose, míldio e escoriose. Por outro lado, irá favorecer a ocorrência do oídio.

O uso de cobertura verde ou morta para garantir a umidade do solo e o uso de irrigação, com especial atenção a real necessidade, bem como da quantidade de água a ser aplicada, são algumas das recomendações apontadas pelos especialistas a serem consideradas pelos produtores para minimização de eventuais perdas.


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