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Semana do Patrimônio – Antônio Prado completa 30 anos de tombamento

Em 30 anos, Antônio Prado não conseguiu se firmar como roteiro turístico

Dia 17 de agosto é comemorada a Semana Nacional do Patrimônio Histórico. Com opiniões divergentes, Antônio Prado comemora a data há 30 anos.

Colônia fundada em 1886, reúne edificações de valor cultural, que ainda estão conservadas na segunda década do século 21. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN em 1990, a cidade possui 47 casas tombadas e preservadas. São exemplares de arquitetura popular, a maioria sendo grandes casarões em alvenaria e madeira, ornamentados com lambrequins, localizados ao redor da Praça Garibaldi e ao longo da avenida principal.

Segundo o IPHAN, o traçado quadriculado urbano, é típico das povoações organizadas por engenheiros militares, no século 19. No plano urbanístico, destaca-se a homogeneidade do casario, pois os edifícios existentes não chegam a comprometer a paisagem urbana da sede.

A cidade, que compõe um dos principais legados da colonização italiana, começou a ser erguida no final do século 19, início do século 20. Sua arquitetura guarda traços não encontrados em outras regiões do Rio Grande do Sul.

As tábuas, como material básico para a construção das casas, foram serradas manualmente, até chegarem as primeiras serrarias movidas a rodas d`água. Depois vieram os motores elétricos e à diesel.

Apesar de possuir esse patrimônio, com uma grande quantidade de casas tombadas, passados 30 anos, Antônio Prado não conseguiu se firmar como roteiro turístico. A culpa disso acabou passando por vários responsáveis: a vocação da população pelo turismo; a falta de investimento dos gestores; a falta de hotéis para os turistas; falta de estradas e outras atrações para manter os visitantes na cidade.

Opiniões contrárias e favoráveis podem ser encontradas diariamente nas ruas da cidade.

A reportagem entrou em contato cm um proprietário de imóvel tombado e um empresário do ramo imobiliário para saber suas opiniões.

Arlindo Mazzoti, empresário do ramo imobiliário se diz contrário ao tombamento.

“Sou contrário por ter sido imposto, sem consulta e sem saber a opinião da população. Ainda pelas restrições que impôs as novas construções na zona do tombamento,  pela falta de apoio dos governos e pelo grande prejuízo que causou aos proprietários dos imóveis”.

Ricardo Zanotto, proprietário de uma das 47 casas tombadas em partes, é favorável ao tombamento: “Minha opinião sobre as casas do patrimônio histórico, o tombamento não é problema. Eu acho que o maior problema, e talvez o único, é não poder fazer construções diferenciadas ou maiores no entorno delas. Ou seja, construções maiores e que não sejam regradas pelo IPHAN”.

Imagem Divulgação

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