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Seguro Agrícola: a vacina dos agricultores contra intempéries

Escrito por em junho 25, 2021

O objetivo é que o produtor faça o seguro, sente no banco e diga que tem a produção segurada

Em entrevista concedida a Rádio Solaris, no Programa Na Medida, na manhã de quinta-feira (24), Marco Antônio Fortuna discerniu sobre a importância do seguro agrícola.  Para Fortuna, o mais importante de tudo é a garantia que o produto possui caso ocorram intempéries, como granizo e vendaval. Nesse quesito, se ocorrer, o agricultor recebe o valor estimado de sua safra para poder dar continuidade ao trabalho. O segundo motivo, e não menos importante que o entrevistado destacou é a “carta na manga” para o agricultor barganhar junto aos bancos melhores taxas de juros para financiamento da safra.

“O objetivo é que o produtor faça o seguro, sente no banco e diga que tem a produção segurada que possa pedir melhores  condições. Se der problemas tem condições de cumprir com seus compromissos”, diz Marco.

Segundo o corretor, para se ter um seguro que atenda as expectativas dos clientes é preciso entender os riscos a produção desses clientes corre. “Assim você pode mostrar as diferenças dos produtos, personalizar o seguro para cada perfil de cliente, que tenha a cobertura esperada e contratada”.

Plano safra do Governo

Na entrevista também foi tratado sobre o Plano Safra do Governo Federal. Marco Antônio disse que este ano os recursos de subsídio de seguro chegam a R$ 950 milhões.

“Este ano mudaram algumas regras, principalmente a descrição para onde vai esses valores. Para grãos estão destinados R$ 400 milhões, o ano passado eram R$ 250 milhões”, disse.

Fortuna dá uma dica para quem quer aproveitar na íntegra os valores oferecidos pelo governo. É importante que a contratação do seguro seja feita logo no início da safra, com uma projeção de colheita e preço, isso porque o valor é limitado e os interessados entram na fila para obter os recursos. Em dois ou três dias o cliente já fica sabendo se foi contemplado. “Além de não correr o risco de não ter o subsidio, o produtor pode aproveitar o parcelamento maior que é dado pelas companhias de seguro, isso porque a cada mês é diminuída uma parcela”, explica Marco.

Outra informação importante que o entrevistado esclareceu é o limite do valor por CPF, que é de no máximo, R$ 40 mil reais para cada cadastro. Esse valor é usado para abater no pagamento do seguro.

A Solaris Corretora de Seguros, que está há 50 anos no mercado e 24 anos na venda de seguros agrícolas, expandiu suas atividades para todo o estado. Com escritório em Porto Alegre, gerenciado por Marco Antônio, a Solaris está atuando também na venda de seguro para safra de grãos. “O seguro para produção de grãos é um mercado gigante, já que apenas 20% de soja 8% milho, 18% arroz estão cobertos pelo seguro, isso em todo o Brasil”.

Segundo ele, o produtor aos poucos vai entendendo a importância de contratar um seguro para a produção, “É a vacina do produtor, uma prevenção, um insumo indispensável, pois é um patrimônio a céu aberto, com defensivos se controla pragas, mas não o tempo”.

A equipe da Solaris Corretora disponibiliza um agrônomo para orientação, segundo ele, para falar a língua do produtor.

“O segredo, principal de grãos, é contratar até mesmo antes do plantio da safra. Por ser uma região fria o plantio no Sul é mais tardio. No Mato Grosso o milho safrinha é plantado antes e os produtores estão usando o subsídio desde janeiro”.

Imagem/Tais Vargas

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