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Rita Stocco: mãe de quadrigêmeas

Escrito por em maio 8, 2022

Nos anos 90 a família Stocco foi a única da região de Antônio Prado a ter casos de quadrigêmeas na família

Rita Carlin Stocco tinha 34 anos quando após insistentes pedidos da filha Simone, na época com quatro anos, que pedia a mãe por um “maninho”, logo engravidou novamente e já no início da gravidez estranhava o tamanho de sua barriga, grande demais para a gestação de apenas uma criança. “Eu disse, doutor Refosco minha barriga está muito grande e ele me respondeu: Aqui coração só tem um! Mesmo assim pedi uma Ecografia e outro médico mais tarde, no mesmo dia me disse: São quatro, todos perfeitos e com saúde, aí foi o desespero e a surpresa.”

Logo após o susto a mãe se preparava com alegria para receber os filhos que chegariam, em uma gravidez em grande parte tranquila, mas próximo aos sete meses Rita precisou ser internada em Porto Alegre. No dia do nascimento das filhas, a mãe estava no Hospital sem o marido, que precisava trabalhar, e relembra que quando ele chegou até a maternidade elas já estavam nascendo. Cerca de 27 médicos participaram do parto, no dia 16 de agosto de 1990 em que vinham ao mundo, Sabrina, Rafaela, Letícia e Fabiana, nascidas de sete meses, no Hospital Conceição, local em que permaneceram na UTI por mais um mês e meio.

A mãe agora se via diante da primeira filha pequena que ainda precisava dela e mais quatro bebês, e para dar conta precisou da ajuda de familiares que se revezavam para cuidar de todas. Stocco explica como fazia para não se confundir com as filhas, que segundo conta não eram totalmente iguais. Duas eram ruivas sendo uma com um pouco mais de cabelo que a outra, e duas morenas, sendo que uma possuía uma marca no rosto que a diferenciava das irmãs. “Elas vieram com as pulseirinhas do hospital e permaneceram com elas por um período também para facilitar.”

Com o passar do tempo as meninas cresceram, iniciaram a escola, entraram no CTG e assim seguiram por todas as fases tranquilamente contando com a ajuda dos pais, familiares e amigos próximos. “A família ajudou bastante, muitas pessoas daqui também fizeram chá de fraldas, tivemos auxílio do Lions com as roupas, a Prefeitura de Antônio Prado entrou com o fornecimento de leite até os dois anos delas, conseguimos calçados com uma empresa de Farroupilha, o que nos ajudou um monte”.

A mãe coruja relata que apesar de ser uma gravidez atípica a levou com tranquilidade. “Eu nunca fiquei pensando que iria acontecer alguma coisa, que uma delas poderia nascer com algum problema, só pedia que Deus me desse elas com saúde. Depois que elas nasceram o médico me disse que todos estavam preocupados se salvariam as quatro meninas e graças a Deus deu tudo certo.”

Nos anos 90 a família Stocco foi a única da região a ter casos de quadrigêmeas na família e uma delas, Letícia Stocco relata um episódio curioso sobre elas. “Minha mãe nos conta que quando chegamos em casa recebemos a visita de veículos de comunicação da época e da população que não podiam nos visitar em casa, aí nossa mãe nos colocava nos carrinhos em frente a um janelão e todos que passavam na rua de casa podiam nos ver e matar a curiosidade”.

Hoje passados mais de 30 anos as quadrigêmeas se tornaram mulheres ativas no mercado de trabalho. “Sabrina trabalha no Sicredi, a Rafaela atua na Viprado e a Letícia e a Fabiana trabalham comigo em nossa empresa,” conta orgulhosa, Rita.


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