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Réus do incêndio da Boate Kiss são condenados com penas que chegam a 22 anos de prisão

Escrito por em dezembro 10, 2021

Após nove anos, foram julgadas as pessoas responsáveis pela tragédia que deixou 242 mortos e 636 feridos

Foram 10 dias de julgamento e nove anos de espera; nesta sexta-feira (10) o Tribunal do Júri do Foro Central de Porto Alegre condenou pela morte de 242 pessoas os quatro réus acusados do incêndio da boate Kiss: Elissandro Callegaro Spohr, Mauro Lodeiro Hoffmann, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Augusto Bonilha Leão.

Elissandro Spohr, que era sócio da boate foi condenado a 22 anos e seis meses de prisão por homicídio simples com dolo eventual. Mauro Hoffmann, outro sócio da boate foi condenado a 19 anos e seis meses de prisão por homicídio simples com dolo eventual. Marcelo de Jesus, na época vocalista da banda, foi sentenciado a 18 anos de prisão por homicídio simples com dolo eventual. E o quarto réu, Luciano Bonilha, auxiliar da banda na época, foi condenado a 18 anos de prisão por homicídio simples com dolo eventual.

O Tribunal de Justiça concedeu, no entanto, um habeas corpus preventivo em favor de Spohr, o que impediu que ele e os demais condenados saíssem presos do fórum de Porto Alegre. O Ministério Público afirmou que irá agilizar o trânsito em julgado da sentença para que o réus sejam presos o mais rápido possível. O cumprimento será inicialmente em regime fechado.

Relembre o incêndio

O incêndio da Boate Kiss ocorreu na madrugada de 27 de janeiro de 2013 em Santa Maria, Rio Grande do Sul, e deixou 242 pessoas mortas e outras 636 feridas. O uso de artefatos de pirotecnia durante a apresentação do grupo Gurizada Fandangueira provocou um incêndio que rapidamente se espalhou.

A falta de saídas de emergências, que são obrigatórias pela legislação, ocasionaram momentos de terror para os jovens que se empurravam tentando chegar até a única porta de saída. A falta de uma sinalização mais clara também foi apontada como uma dificuldade para uma mais rápida evacuação.

Ao todo, 242 pessoas, a maioria jovens estudantes da UFSM, morreram asfixiados, pisoteados ou carbonizados. Dentre as centenas de feridos, as mais variadas sequelas ficaram, como membros amputados, dificuldades para locomoção, queimaduras com marcas na pele, perca parcial ou total da visão e problemas respiratórios, entre outros.


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