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Reunião avalia medidas para evitar colapso no sistema de saúde de Caxias

Escrito por em janeiro 12, 2022

Encontro convocado pela Prefeitura reuniu lideranças de diferentes segmentos

O exponencial crescimento do número de contaminados pela variante ômicron, quase 1,7 mil casos nos primeiros 10 dias do ano, motivou o chamamento pela Prefeitura de Caxias do Sul de uma reunião com lideranças comunitárias, de trabalhadores, empresariais e políticas, na tarde desta terça (11), no auditório do Centro Administrativo. O objetivo foi o de avaliar medidas para conter o novo da covid-19 para evitar o comprometimento das atividades econômicas e sociais.

O prefeito Adiló Didomenico entende que a maior parte dos novos casos, não apenas em Caxias do Sul, mas em todo o país, tem como principal causa o afrouxamento das condutas de prevenção por parte da população nas festas de final de ano. Mas lembrou que o setor empresarial também cedeu no cumprimento de protocolos por parte de funcionários e clientes. “Não podemos retomar o fechamento da economia. Isto seria altamente prejudicial para todos. Por isso, a necessidade de cada um em se comprometer com a prevenção”, assinalou.

De forma a evitar um possível colapso no sistema de saúde, defendeu ações coletivas para conscientizar a população de que é preciso retomar o uso de máscara, a higienização com álcool em gel, manter o distanciamento e evitar aglomerações. Também enfatizou a importância da vacinação como forma preventiva, lançando a ideia de campanhas para colocar fim aos boatos sobre a ineficácia dos imunizantes. “Temos um surto, mas, felizmente, com número reduzido de internações e óbitos. Mas diante do volume de consultas, o maior desde o início da pandemia, o sistema de saúde está sujeito ao colapso. Por isso, a necessidade da colaboração de todos”, alertou. De acordo com dados da Secretaria Municipal da Saúde, 91 servidores estão afastados das atividades por terem contraído a doença.

Na avaliação do prefeito, mesmo que as internações clínicas e em UTIs pela covid estejam sob controle, um colapso no sistema de saúde trará como uma das consequências o comprometimento da atividade econômica. “Já temos informações de grandes e médias empresas com números expressivos de afastamento de colaboradores e dificuldades de manter linhas de produção”, assinalou. Também há relatos de situações em pequenos comércios, que estão sofrendo com falta de pessoal para operar.

Relatos feitos por gestores de hospitais corroboraram a preocupação do Poder Executivo. Representantes de cinco casas de saúde detalharam quadros de aumento expressivo de consultas, necessidade de reabertura de áreas específicas para atendimento de contaminados, grande número de afastamentos de servidores e falta de insumos, como testes.

Para que a população retome o hábito de usar máscara, a fiscalização será intensificada pela Secretaria de Urbanismo, com aplicação de multas a quem desrespeitar. Também voltarão com mais intensidade as verificações de aglomerações nos postos de combustíveis e demais comércios. Uma nova reunião para avaliar o quadro e outras medidas que devam ser adotadas ocorrerá até o final desta semana.


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