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Procissão da Sexta-feira da Paixão reúne mais de 5 mil pessoas em Caxias do Sul

Escrito por em abril 16, 2022

Fiéis partiram de quatro paróquias da cidade e da Catedral Diocesana, com lenços brancos e orações que suplicavam pela paz

Após dois anos, as paróquias da área central de Caxias do Sul retomaram a procissão da Sexta-feira da Paixão, neste dia 15 de abril. Fiéis partiram de quatro paróquias da cidade e da Catedral Diocesana, com lenços brancos e orações que suplicavam pela paz. Mais de 5 mil pessoas rezaram no ato que teve o momento marcante do encontro das imagens do Cristo Morto, da Catedral Santa Teresa D’Ávila e de Nossa Senhora das Dores, que chegava da Paróquia de Lourdes.

Na Catedral Diocesana, a programação iniciou às 14h, no interior da igreja, com a Celebração da Paixão do Senhor, presidida pelo bispo diocesano, Dom José Gislon. Após a distribuição da Eucaristia, teve início a procissão com o Cristo Morto. Os fiéis que estavam na Catedral aguardaram o grupo que chegava da Paróquia São Pelegrino, tendo como símbolo a Cruz. Na sequência, pela rua Dr. Montaury, encontraram a procissão que vinha da Paróquia São Leonardo Murialdo, com o banner da Campanha da Fraternidade 2022 e, juntos, seguiram  pela avenida Júlio de Castilhos até a rua Do Guia Lopes.

Às 14h também iniciou a Celebração da Paixão do Senhor nas Paróquias Nossa Senhora de Lourdes e Santos Apóstolos. Às 14h45min, ocorreu a saída da procissão de Lourdes com a imagem de Nossa Senhora das Dores pela rua Os Dezoito do Forte e, na altura da rua Pedro Tomasi, encontrou o grupo que vinha da igreja Cristo Redentor, com o estandarte da paz.

No entroncamento da rua Do Guia Lopes com a rua Sinimbu, os grupos realizaram o encontro das imagens de Nossa Senhora das Dores e do Cristo Morto. Após esse momento, todos, juntos, seguiram até a Catedral Diocesana, pela rua Sinimbu, para ouvirem a homilia de Dom José Gislon e a Oração sobre o Povo, em frente à Praça Dante Alighieri.

Em sua homilia, Dom José frisou que a Sexta-feira da Paixão é o dia do luto em toda a Igreja, mas que o sentido de vivenciar a morte de Cristo está em sua vitória. “Não existe momento e não existe situação onde não entra a cruz, que liberta e salva. Como cristãos, não pedimos para que Ele desça da cruz, mas deveríamos pedir ao Senhor para termos a força de permanecer com Ele. Na cruz, temos a manifestação de quem é Jesus. É no rosto desfigurado de Jesus na cruz, que Deus revela à humanidade o seu amor e sua misericórdia de Pai. Diante do crucificado, devemos olhar de frente a nossa cruz, iluminada por aquela de Jesus. Queremos pedir ao Senhor crucificado que suba em nossa cruz e nos dê de beber a água do seu Espírito, que nos ajuda a semear a paz, a construir a paz”, recordou.

Logo depois, com as mãos estendidas, o bispo e os padres presentes proferiram a Oração sobre o Povo, concluída com a entrada das imagens do Cristo Morto e de Nossa Senhora das Dores para o interior da Catedral, para que os fiéis pudessem se aproximar e rezar. Neste ano, em virtude da situação sanitária, não houve o tradicional beijo no Cristo Morto.

O pároco da Catedral Diocesana, padre Volnei Vanassi, explica a importância da retomada da programação que reúne as paróquias do Centro de Caxias. “Esse momento, que durante os dois anos mais intensos da pandemia não pôde acontecer, é uma oportunidade muito forte de espiritualidade, que tem sua conclusão com a Vigília Pascal e se completa com a ressurreição de Nosso Senhor”, ressalta.


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