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Presidente do Sindilojas Vacaria se envolve em acidente com vítima fatal

Escrito por em julho 6, 2020

Na manhã de domingo (05) o dirigente ganhou liberdade provisória por decisão da juíza Lilian Raquel Bozza

Vitor Ziegler, 39 anos, presidente do Sindilojas de Vacaria, foi preso após colidir com seu carro e matar uma pessoa, por volta das 20h30min de sábado (04). O acidente aconteceu na BR 285, km 123,9 próximo a Agropecuária Schio em Vacaria.
Ziegler conduzia um GM Cruze de propriedade do amigo Rafael Susin, 41 anos, que estava na carona. A dupla se envolveu em um acidente que resultou na morte de Micael Melo Batalha, 31 anos. No local do acidente, Bairro Mauá, perímetro urbano, houve tumulto e tentativa de linchamento contra os envolvidos, que chegaram a ficar presos nas ferragens do Cruze e sofreram ferimentos leves. Rafael Susin é filho de José Aquiles Susin, que foi prefeito de Vacaria entre 2005 e 2008 pelo MDB.
Embora o condutor tenha se negado a fazer o teste do bafômetro, ambos tinham sinais de embriaguez, segundo os policiais que atenderam a ocorrência.
O dirigente foi autuado pelo delegado regional de Vacaria, Carlos Alberto Defaveri, que estava de plantão. Ziegler foi conduzido ao Presídio da cidade.
Conforme o delegado foi constatado pelos policiais rodoviários que o carro estaria em alta velocidade e que o motorista teria perdido o controle do veículo.
Bombeiros e SAMU foram acionados para atender o acidente.
“Os policiais rodoviários federais constataram 40 metros de marcas de frenagem em linha reta e depois em derrapagem, quando o Cruze invadiu a pista contrária e colidiu com o veículo da vítima” — explicou Defaveri.
O motorista da prefeitura, Micael Melo Batalha, 31 anos, estava no outro carro envolvido, um VW Fox, chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Nossa Senhora da Oliveira, mas não resistiu aos ferimentos e foi à óbito, logo após dar entrada na casa de saúde.

Na manhã de domingo (05) o dirigente ganhou liberdade provisória por decisão da juíza Lilian Raquel Bozza. Ela rejeitou a prisão preventiva de Vitor Ziegler porque ele não tem antecedentes criminais, não é reincidente em crime doloso nem responde a outros processos criminais. Além disso, tem endereço fixo. “Saliento, ainda, que, ao menos por ora, não há elementos para indicar a prática do crime na modalidade dolosa, ainda que por dolo eventual”, afirma a juíza.

Para Ziegler foram determinadas as seguintes medidas cautelares:

  • Proibição de afastamento do distrito da culpa sem prévia autorização judicial;
  • Comparecendo quinzenalmente em Juízo para informar suas atividades, até decisão final do processo;
  • Comparecer a todos os atos do processo;
  • Proibição de acesso ou frequência a bares ou casas noturnas de qualquer tipo;
  • Recolhimento domiciliar no período noturno, durante a semana das 19h às 6h, e, nos finais de semana e feriados, das 18h às 6h.
    A decisão da magistrada causou revolta em redes sociais e entre amigos da vítima.
    O Delegado Regional Carlos Alberto Defaveri esclarece a medida tomada pela juíza.
    “Repercute em grupos a soltura do motorista autuado por embriaguez ao volante.
    Inclusive em grupos de policiais. Mas eu preciso fazer esclarecimento, a título da boa informação. No Brasil, a regra é a que pessoa efetivamente cumpra prisão somente após o processo legal, ou seja, se condenada. A regra é responder ao processo em liberdade. Claro que é possível a Prisão Preventiva, como nos casos dos assaltantes ao interior, na operação recente, por exemplo, da DP de Vacaria, diante dos requisitos para Prisão Preventiva que são: ameaça a testemunhas, não ter endereço fixo, contumácia criminosa, antecedentes por crimes graves, etc…”

Informações e Imagem/Polícia Civil


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