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Prefeitura realiza pesquisa para mapear áreas com risco de deslizamentos em Caxias do Sul

Escrito por em fevereiro 21, 2022

Há maiores riscos nos bairros Canyon, Monte Carmelo, Vila Ipê, Villa Lobos, Diamantino, Euzébio Beltrão de Queiroz, Jardelino Ramos, Planalto e no loteamento Portinari

Contratado em 2020 pela Prefeitura, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) de São Paulo deve concluir, em maio, o mapeamento de zonas de risco para se morar em Caxias do Sul. Os impactos de desastres naturais como o que ocorre em Petrópolis (RJ), por exemplo, com fortes chuvas que provocaram inúmeros deslizamentos de barracos e mortes, poderiam ter sido minimizados, com a devida interferência do Poder Público. Pensando nisso, a Prefeitura de Caxias está cobrando uma nota técnica com informações sobre quais locais são habitáveis na cidade.

Segundo o secretário da Habitação, Carlos Giovani Fontana, essa pesquisa é uma ação de continuidade a um projeto iniciado há 16 anos em Caxias, o Plano Municipal de Redução de Riscos. “Na época, um serviço parecido foi feito. Foram hierarquizadas as principais áreas do município e estabelecidos graus de risco. Esse estudo é o que norteou as principais ações da Secretaria da Habitação, como a implementação de redes de drenagem que minimizam os riscos de deslizamentos”, explicou.

A partir deste plano, algumas localidades preocupam o município referentes a estes riscos. Dentre elas, os bairros Canyon, Monte Carmelo, Vila Ipê, Villa Lobos, Diamantino, Euzébio Beltrão de Queiroz, Jardelino Ramos, Planalto e Loteamento Portinari. A pesquisa atual já atua com análises sobre estes locais, segundo o secretário.

A Prefeitura conduz algumas ações de colaboração nestas circunstâncias. “As ocupações irregulares implicam em uma preocupação maior com essas regiões. Já reassentamos várias famílias e continuaremos com essas ações. O estudo vai nos guiar justamente nessa atuação, já que é um risco geológico para essas pessoas. O Auxílio Moradia é uma política que compreende essas pessoas e encaminha provisoriamente o benefício. Também contamos com um investimento no Funcap, com o qual destinamos habitações populares a quem se enquadra na necessidade”, destacou Fontana.

Com o estudo prestes a ser concluído, a secretaria vê a atualização de dados como um dos principais benefícios do novo mapeamento, em razão de ações futuras. “Os riscos geológicos são eminentes, principalmente nas áreas citadas. A preocupação maior é em relação às famílias que convivem com este risco e, contar com esses novos dados e estudos, ajudará o Município a auxiliar melhor essas pessoas. A partir do momento em que os resultados forem aparecendo e os processos de regularização fundiária forem surgindo, vamos assumindo o compromisso do prazo para reassentamento das pessoas. O estudo vai ajudar muito”, externou.

Foto: Secretaria da Habitação


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