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Porque o Brasil é um mau exemplo em relação à pandemia

Escrito por em junho 3, 2020

Nessa semana, o país passou da marca de 500 mil casos

O Brasil passou de 500 mil pessoas diagnosticadas com a Covid-19. Ao olharmos para o governo federal, vemos que, embora todo o esforço pelas autoridades da saúde, principalmente quem está na chamada “linha de frente” no combate ao vírus, temos um presidente que insiste em diminuir os impactos da pandemia, dizendo, entre outras coisas, que “a gente lamenta todas as mortes, mas é o destino de cada um”.

Os reflexos da pandemia, a falta de unicidade nas ideias, o oito ou 80, está sendo visto no aumento do desemprego, atingindo 12,6% da população, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, relativos ao trimestre fevereiro, março e abril. A produção industrial caiu 18,8% em abril, pior resultado em 18 anos, o Produto Interno Bruto (PIB), soma dos bens e serviços produzidos no Brasil, teve queda de 1,5% no primeiro trimestre do ano.

O uso da cloroquina e hidroxicloroquina também assumiu um papel político, com Jair Bolsonaro dizendo que “quem for de direita toma cloroquina, de esquerda toma tubaína”. A Organização Mundial da Saúde (OMS) suspendeu o uso do medicamento, devido aos estudos realizados até o momento não demonstrarem nenhuma eficácia do medicamento para o combate ao coronavirus. No Brasil, o medicamento pode ser utilizados por pacientes com sintomas leves, caso ocorra a prescrição médica e a liberação por parte do próprio paciente, já que o medicamento pode causar arritmias.

A recomendação por parte da OMS é de testar a população de forma massiva e, juntamente com o isolamento social, são as formas mais eficazes para definir as diretrizes de combate à pandemia. Inicialmente, no Brasil, devido à baixa quantidade de testes disponíveis, foi definido que apenas pessoas com sintomas graves poderiam realizar o teste. A situação não mudou muito, pois estados e municípios seguem tendo dificuldade em relação ao recebimento dos testes.

As farmácias também estão autorizadas a realizar os testes rápidos para detecção do coronavirus, porém, pelas determinações da necessidade de um local isolado para a aplicação e um profissional com treinamento específico, torna-se mais difícil a disponibilidade.

Porém, entre as boas notícias, está o estudo pioneiro realizado pela Universidade Federal de Pelotas que visa mapear a quantidade de casos da Covid-19 além dos que constam nos boletins epidemiológicos oficiais. Os testes são realizados em moradores de Pelotas, Porto Alegre, Canoas, Santa Maria, Uruguaiana, Santa Cruz do Sul, Ijuí, Passo Fundo e Caxias do Sul. A pesquisa inédita, coordenada pela Universidade Federal de Pelotas em parceria com o Governo do Estado, está mapeando os casos de coronavírus e acompanhando, quinzenalmente, a velocidade de disseminação do contágio no RS.

A nível nacional, os primeiros dados apontam que, para cada caso confirmado de covid-19 segundo as estatísticas oficiais, existem sete casos reais na população dos principais centros urbanos brasileiros, de acordo com levantamento sobre a pandemia do novo coronavírus no Brasil realizado em 90 municípios. Nesta primeira fase, foram testadas e entrevistadas 25 mil pessoas pelo país nas 133 cidades selecionadas.

Com a finalização da coleta de dados da primeira fase no fim de maio, as novas datas para segunda etapa são 4, 5 e 6 de junho, e para a terceira, 18, 19 e 20 de junho. O novo calendário atende ao planejamento inicial da pesquisa, que prevê um intervalo de 14 dias entre cada levantamento.

Fonte: Grupo Solaris – Repórter Luiz Augusto Filipini


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