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Polícia Federal de Caxias do Sul deflagra operação contra fraudes em seguro para pescadores

Escrito por em setembro 26, 2019

Fraudes chegam a R$ 70 milhões envolvendo o Seguro Desemprego de Pescador Artesanal

A Polícia Federal de Caxias do Sul deflagrou na manhã desta quinta-feira, dia 26, a terceira fase da Operação Timoneiro, que investiga fraudes de R$ 70 milhões envolvendo o Seguro Desemprego de Pescador Artesanal (SDPA), conhecido como Seguro Defeso. Devem ser cumpridos também 11 mandados no Pará e no Amapá, expedidos pela Justiça Federal de Caxias. 

Conforme a PF, os integrantes da organização criminosa investigados nesta fase formam o núcleo de fornecedores de dados cadastrais de potenciais recebedores do Seguro Defeso. Com essas informações, servidores públicos que detinham acesso ao sistema de concessão do benefício incluíam as informações para que pessoas que não teriam direito passassem a receber esses recursos.

Aos investigados que não tiveram a prisão preventiva decretada, foram impostas medidas cautelares diversas, como recolhimento domiciliar em período integral com monitoramento eletrônico. Os crimes investigados na terceira fase da Operação Timoneiro são organização criminosa, corrupção ativa e estelionato qualificado.

De acordo com a PF, os alvos desta fase das investigações são suspeitos de obter os dados cadastrais de potenciais recebedores do benefício e repassar a servidores envolvidos no esquema que detinham acesso ao sistema do Ministério do Trabalho.

Entre os suspeitos de inserir os dados fraudulentos no sistema, está Júlio César Goss, ex-gerente regional de Caxias do Sul do então Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), hoje Secretaria Especial de Previdência e Trabalho. Na primeira fase da Operação Timoneiro, deflagrada em abril de 2018, Goss foi preso temporariamente e afastado da função. Ele era o único funcionário da agência da cidade que atendia no setor de seguro-desemprego. As investigações da PF na época apontaram que o município teve quase 7 mil novos beneficiários do seguro-defeso entre agosto de 2016 e março de 2018, mesmo sem ter rio ou mar. A maior parte dos cadastros foi realizada por meio da senha de Goss.

Apesar disso, segundo a PF, 68% dos saques ocorreu em agências da Caixa Econômica Federal no Amapá, onde Goss atuou antes de se transferir para Caxias do Sul. Na ocasião, a defesa do ex-gerente regional negou o envolvimento dele e disse que a senha do servidor poderia ter sido usada por outra pessoa.

Os alvos da operação desta quinta-feira que não tiveram a prisão preventiva decretada tiveram impostas medidas cautelares, recolhimento domiciliar com tornozeleira eletrônica. Todos os investigados da terceira fase responderão por organização criminosa, corrupção ativa e estelionato qualificado.

Serão cumpridos mandados no Pará e em Tocantis


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