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Polícia Civil de Caxias do Sul prende quadrilha que aplicava golpes na região

Escrito por em setembro 11, 2020

Agentes da Draco finalizaram operação nesta sexta-feira

A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Caxias do Sul finalizou nesta sexta-feira (11) uma investigação que monitorou uma organização criminosa especializada em estelionato, conto do bilhete e lavagem de dinheiro. A investigação apurou que os golpistas lesaram vítimas em cerca de R$ 2 milhões apenas no período de seis meses. Em um dos casos, o grupo deu um golpe de R$ 600 mil na vítima. A quadrilha agia sobretudo nas cidades que têm moradores de alto poder aquisitivo, como Porto Alegre e Caxias do Sul, além dos Estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Durante o andamento da operação, a equipe do delegado Luciano Righês Pereira identificou 25 integrantes do grupo e cumpriu oito mandados de busca e apreensão, sendo apreendidos diversos documentos de interesse para o inquérito. Referente ao líder da organização criminosa foi solicitado o bloqueio judicial de suas contas bancárias e sequestro de bens no valor de aproximadamente R$ 1 milhão.

A organização criminosa foi investigada por seis meses, quando os agentes descobriram como funcionava o complexo esquema de estelionato e lavagem de dinheiro do grupo. O trabalho investigativo apurou que a liderança da organização criminosa definia membros de confiança que por sua vez procuravam “laranjas” para abrirem contas em bancos e se cadastrarem em casas de câmbio. Após, os “laranjas” repassavam os seus dados para que fossem depositados o dinheiro do golpe. Todos recebiam comissões conforme o valor retirado das vítimas.

Laranjas

Segundo os policiais civis, uma equipe de estelionatários aplicava os golpes nas ruas. Quando as vítimas realizam as transferências ou depósitos, o dinheiro seguia diretamente para as contas dos “laranjas” que, junto com os membros de confiança, sacavam os valores que eram transferidos para outras contas bancárias. Em alguns casos, as quantias eram trocadas por moeda estrangeira nas casas de câmbio. Toda a operação financeira era controlada pelos líderes que adquiriam bens com o dinheiro ilícito.

O delegado Luciano Pereira explica que o golpe mais comum era um dos criminosos se fingir de pessoa humilde, abordando a vítima na rua e dizendo que tinha um bilhete premiado. Enquanto conversava com o alvo, aparecia um segundo golpista bem vestido e se mostrava interessado em ajudar o primeiro. Para dar um tom de veracidade à farsa, o segundo fingia telefonar para a Caixa Econômica Federal, a fim de “confirmar os números sorteados”.

Em seguida, o suposto vencedor do prêmio pedia ajuda para sacar os valores e prometia uma recompensa a quem o ajudasse. No entanto, exigia da vítima um repasse em dinheiro antes, como garantia de que não seria roubado. Depois que recebia o valor da vítima, o estelionatário não era mais visto. Só então a pessoa percebia ter sido enganada. Em diversos casos, os lesados não registram ocorrências por constrangimento de seus familiares. Muitos depósitos foram identificados nas contas dos golpistas dos quais as vítimas não efetuaram queixa policial, impossibilitando uma investigação mais apurada da Polícia Civil.

Os 25 criminosos foram indiciados pelos crimes de organização criminosa, pois funcionavam de forma hierárquica com tarefas e funções definidas e objetivo de obter vantagens financeiras, mediante a prática do crime de estelionato e também pelo crime de lavagem de dinheiro.

Fonte e foto: Polícia Civil

Durante a operação foram identificados 25 integrantes do grupo e cumpridos oito mandados de busca e apreensão

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