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Polícia Civil de Caxias do Sul investiga suposta tortura contra funcionário surdo de supermercado

Escrito por em outubro 9, 2019

Caso foi tratado também como injúria racial e teria ocorrido em setembro

A Polícia Civil de Caxias do Sul investiga como tortura e injúria racial o vídeo de um jovem de 22 anos de idade com deficiência auditiva que foi amarrado por colegas de trabalho em uma área de acesso restrita a funcionários do supermercado Andreazza, em Caxias do Sul.. O caso também é analisado pela Gerência do Trabalho de Caxias, ligada à Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia, que classifica o caso como um assédio moral horizontal, quando é praticado pelos colegas.

Os dois funcionários que participam do vídeo já foram identificados e demitidos por justa causa logo que a empresa tomou conhecimento do fato, após a divulgação das imagens em redes sociais. O caso foi registrado na Polícia Civil no dia 26 de setembro. O vídeo mostra a vítima com os braços amarrados e presos no corrimão de uma escada. Ele é chamado de mudinho e tenta se soltar. O agressor filma e pede que o jovem mande um beijo para a câmera.

Apesar da prova em vídeo, o delegado Vitor Carnaúba aponta que a investigação está em fase inicial e todas as partes ainda precisam ser ouvidas. Dois homens identificados pela polícia como autores (um repositor e um açougueiro) serão os últimos a prestarem depoimento. Pelo caso ainda estar em apuração, a identidade dos suspeitos não foi divulgada. O crime de tortura tem pena prevista de dois a oito anos de reclusão. 


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