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“Perdas são muito críticas”, afirma Presidente da Movergs sobre o setor moveleiro

Escrito por em maio 4, 2020

Rogério Francio esteve em contato com a Rádio Solaris 97.3

O Presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Rio Grande do Sul (Movergs), Rogério Francio, foi entrevistado no Programa Na Medida da Rádio Solaris 97.3. Em relação aos impactos do setor moveleiro durante a pandemia do coronavírus, segundo Rogério, “ainda estamos no meio da pandemia e, portanto, não há como computar os verdadeiros impactos”.

Apesar de ainda não haver dados definitivos sobre os reflexos no setor moveleiro, “as perdas são muito críticas”, avalia Rogério Francio, que também projeta a retomada lenta das atividades a partir de setembro.

Demissões no setor moveleiro

Conforme Rogério Francio há, até o momento, uma redução de 30% no quadro de funcionários. Ao enviar um ofício para o governador Eduardo Leite no mês de março, solicitando o adiamento do pagamento do ICMS, a Movergs temia o fechamento de até 2,7 mil empresas do setor moveleiro no RS. Ao todo, o setor emprega 31,8 mil pessoas.

Queda nas exportações

O presidente da Movergs avalia que, no início do ano, a taxa de câmbio estava favorável porém, com a pandemia, “o mundo ficou em stand by”. Em 2019, o setor moveleiro de Bento Gonçalves registrou um crescimento no índice de exportações nos primeiros seis meses, com elevação de 8,2% em relação ao mesmo período de 2018.

Porém, de acordo com dados de janeiro de 2020, houve um recuo de 26% nas exportações. O mês de fevereiro deu indícios de melhora, com um avanço de 16% nas vendas para o exterior, porém, a partir de março, com a chegada do coronavírus, houve a paralisação das exportações.

O Rio Grande do Sul é o segundo maior exportador de móveis do país, atrás apenas de Santa Catarina. A participação gaúcha é de 30%. Entre os principais destinos, estão EUA (20%), Uruguai (16%), Perú (15%), além de Reino Unido e Emirados Árabes.

Adiamento da Movelsul

A Movelsul 2020 receberia 251 expositores e ocorreria de 16 a 19 de março. Conforme Rogério, a feira era balizadora para o retorno do crescimento. Os impactos do adiamento são devastadores. Em reunião com o Sindimóveis, a feira está projetada para ocorrer na segunda quinzena de setembro.

Fonte: Grupo Solaris – Repórter Luiz Augusto Filipini.


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