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Pedido de impeachment do presidente da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul será votado nesta terça-feira

Escrito por em abril 28, 2020

Daneluz é acusado de entregar 30 cestas básicas em bairros da cidade ilegalmente

Mais um pedido de impeachment volta à pauta do Legislativo caxiense nesta terça-feira, dia 28. Desta vez, contra o presidente da Casa, Ricardo Daneluz (PDT). A denúncia é assinada por André Chemello, morador de Caxias do Sul, o mesmo que havia ingressado pelo mesmo motivo contra o prefeito Flávio Cassina (PTB), em março.

Conforme o Documento Externo nº 69/2020 protocolado na sexta-feira, o vereador denunciado teria entregue, entre os dias 1º e 8 de abril, cinco mil quilos de alimentos (30 cestas básicas) em alguns bairros da cidade. O autor da denúncia afirma que Daneluz e seus assessores teriam a intenção deliberada de vincular as doações ao presidente do Legislativo. Para isso, exigiram documentos das pessoas. Conforme o pedido de cassação, isso comprova que haveria crime de corrupção eleitoral de compra de votos, com a alegação de que Daneluz é pré-candidato a vereador no pleito de outubro deste ano.

A admissibilidade não deverá ser aprovada na sessão desta manhã pela maioria dos vereadores. Daneluz irá se declarar impedido e não votará, pois é parte interessada. Paulo Périco (MDB), vice-presidente da Mesa Diretora, assumirá a presidência durante a votação do acolhimento. Ele votará somente em caso de empate.

Segundo a denúncia de Chemello, no vídeo do vereador Daneluz, moradores precisam apresentar documento de identificação para receber as doações. Para o autor, o ato demonstra “indícios fortes de corrupção eleitoral de compra de votos”. Em um trecho do documento, ele diz que “quem constrange pessoas necessitadas em meio à crise do coronavírus fere a ética do cargo e o decoro e dignidade parlamentar, além de violar os princípios da impessoalidade e da moralidade”. 

Para a votação ser realizada, é preciso a presença da maioria dos membros da Câmara, ou seja, pelo menos 12 vereadores. Para o acolhimento, é necessário o voto da maioria dos presentes. 

Foto: Gabriela Bento Alves/Ass.Câmara Municipal

Tendência é que maioria dos vereadores rejeitem o processo de cassação

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