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Para Bolsonaro, “o salto nos preços do barril do petróleo é grave, mas pode ser resolvido”

Escrito por em março 7, 2022

O presidente participa de uma reunião que trata da criação de um novo subsídio para impedir a disparada nos preços da gasolina

O presidente Jair Bolsonaro participa de uma reunião, na tarde desta segunda-feira (7), para discutir a perspectiva de aumento no preço dos combustíveis. Acompanhado da diretoria da Petrobrás e membros do Ministério da Economia e de Minas e Energia, o encontro discute a possibilidade da criação de um subsídio por parte do governo federal para frear o aumento nas bombas dos postos de gasolina.

O presidente criticou, ainda na manhã desta segunda, a politica de preços da Petrobras, que alinha os preços dos combustíveis a cotação internacional do petróleo. Para Bolsonaro, “o salto nos preços do barril do petróleo é grave, mas pode ser resolvido”.

Durante a reunião, será discutido o cenário da guerra entre Ucrânia e Rússia e a possível criação de um novo subsídio para impedir a disparada nos preços da gasolina e do óleo diesel.

Projetos que reduzem preço de combustíveis estão prontos para votação

Está prevista para esta semana no Senado a votação de duas propostas que visam reduzir o preço dos combustíveis no país. O Projeto de Lei Complementar (PLP) 11/2020 e o Projeto de Lei (PL) 1.472/2021 estavam na pauta da semana passada, mas não foram votados.

O relatório do PLP chegou a ser lido e discutido, mas a votação acabou sendo adiada para depois do carnaval. Passado o feriado, o relator dos dois projetos, Jean Paul Prates (PT-RN), disse acreditar que a votação ocorra sem mais adiamentos. O senador informou que estará disponível para reuniões na segunda-feira e na terça à tarde.

“Podemos até jogar para quarta-feira, se for o caso. Só acho que não pode passar para a semana seguinte”, disse o senador, em conversa com jornalistas na tarde de sexta (4). Na sessão anterior, senadores da base governistas e alguns considerados independentes pediram o adiamento da discussão, afirmando que não tinham conhecimento pleno do relatório.

Prates destacou, no entanto, que não existem mais dúvidas, nem controvérsias quanto ao texto. Um dos sinais é que ninguém o procurou para apresentar emendas aos projetos após o adiamento da votação. “Não houve nenhum ponto de dissenso que me fizesse mudar. Não apareceu. As ferramentas estão prontas para votar. Se aparecer algum incremento pequeno, a gente analisa e corrige.”

Para Prates, o aumento dos preços do barril de petróleo em consequência da guerra na Ucrânia torna o debate ainda mais urgente. Desde 2016, a Petrobras adota a chamada Política de Preços de Paridade de Importação (PPI), que vincula o preço do petróleo ao mercado internacional, tendo como referência a cotação do barril tipo Brent, que é calculado em dólar. Isso quer dizer que o valor internacional do petróleo e a cotação do dólar influenciam diretamente na composição dos preços da companhia.

Fonte: Agência Brasil


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