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Pandemia pode atrasar tratamento de câncer de mama

Escrito por em outubro 2, 2020

Fundação do Câncer revela queda de 84% no número de mamografias

Levantamento feito pela Fundação do Câncer, com base em dados do Sistema Único de Saúde (SUS), revela queda de 84% no número de mamografias feitas no Brasil durante a pandemia do novo coronavírus, em comparação ao mesmo período do ano passado. A instituição constatou também em estudo do Observatório de Oncologia, que aumentou de 28 dias para 45 dias o tempo médio entre a primeira consulta com um especialista e o diagnóstico do câncer de mama entre 2014 e 2018. Na média do período, o tempo médio ficou em 36 dias.

Com o intuito de conscientizar as mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, a Fundação do Câncer lançou a campanha Outubro+Que Rosa. A campanha tem como mote o slogan “É tempo de…” e se divide em quatro focos:

cuidar de si, ou seja, de ir ao médico ou fazer exames periódicos;

ajudar o outro, seja compartilhando informações ou incentivando as pessoas no cuidado preventivo ou curativo;

apoiar, seja cuidando de quem está doente ou fazendo uma doação para instituições que ajudam a combater o câncer;

prevenção, ou seja, de falar sobre promoção da saúde e chances de cura da doença.

O diretor executivo da Fundação do Câncer, Luiz Augusto Maltoni, ressaltou que a ideia é falar para as pessoas que o caminho para combater o câncer de mama está no cuidado e no diagnóstico precoces.

“Isso é importantíssimo, especialmente nesse momento em que muitas pessoas deixaram de cuidar da saúde em função do isolamento social devido à pandemia da covid-19”.

Sintomas

Se a mulher tiver algum sintoma, sentir dor nos seios, perceber algum nódulo ou caroço, ou que já tinha alteração em exames anteriores, não deve deixar de fazer exames para ver a evolução do caso e elucidar se há algo realmente preocupante.

Mortes e custos

A Fundação do Câncer chamou atenção para outro problema relatado pelo Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos. Ele estimou que a falta de rastreamento e tratamento durante a pandemia elevará em cerca de 1% o número de mortes por câncer entre as mulheres norte americanas.

Fonte: Agência Brasil – Alana Gandra


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