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“Objetivo era achatar a curva, e o Rio Grande do Sul conseguiu”, comenta médico sobre coronavirus no RS

Escrito por em maio 28, 2020

Clínico-Geral Daniel Kipper, avaliou a situação da pandemia e falou sobre o uso de cloroquina e hidroxicloroquina

O Ministério da Saúde divulgou na quarta-feira, 20 de maio, as orientações para ampliar o acesso de pacientes com COVID-19 ao tratamento medicamentoso precoce, ou seja, no primeiros dias de sintomas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O acesso desses medicamentos só é possível por meio de prescrição médica. Ou seja, é de competência do médico, em concordância declarada por escrito pelo paciente, o uso do tratamento medicamentoso.

A Organização Mundial da Saúde, por sua vez, suspendeu na segunda-feira (25), o uso da hidroxicloroquina em pesquisas que ela coordenava com cientistas de 100 países. A suspensão temporária foi tomada até que a segurança da droga seja reavaliada, já que estudos recentes mostraram que ela não é eficaz contra a Covid-19 e pode aumentar a taxa de mortalidade.

De acordo com o médico Daniel Kipper, em entrevista à Rádio Solaris 97.3, no começo da pandemia na China, pesquisas com a cloroquina in vitro e tubos de ensaio, apontavam que a replicação viral era menor, com o medicamento tendo efeito de eliminação do vírus. Porém, quando aplicada em seres humanos, o efeito não foi o mesmo, devido a outras reações químicas presentes no corpo humano.

Uma das principais utilizações da cloroquina é no tratamento de artrite reumatoide, mas também é utilizada contra o Lúpus e malária.

Conforme Daniel, quando o paciente da Covid-19 está em estado grave, com grande carga viral, a cloroquina não tem muito efeito.

Diferenças

Cloroquina – molécula completa; traz mais efeitos colaterais.

Hidroxicloroquina – molécula modificada; menos efeitos colaterais.

Efeitos do medicamento

Hidroxicloroquina – causa alterações no coração, o que pode desenvolver arritmias em 2 a 3% dos pacientes que fazem a utilização juntamente com outro medicamento, chamado azitromicina, que traz os mesmos efeitos. Quando há utilização dos dois medicamentos, aumenta o risco de arritmias mais graves.

Fonte: Grupo Solaris – Repórter Luiz Augusto Filipini.


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