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Norte avança na reabertura; Sul toma medidas mais rígidas

Escrito por em agosto 10, 2020

Demais regiões apresentam situação de estabilidade ou retomada

Quando a pandemia do novo coronavírus impôs o isolamento social, para tentar conter o avanço do número de casos e mortes por Covid-19, os governos dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal criaram planos que definem a retomada gradual das atividades econômicas. Em boa parte dos estados, esses planos resultaram em reabertura, com regras, de diversos setores.

O Norte e o Nordeste, em geral, aumentaram a abertura de suas economias, enquanto o Sul tomou medidas mais rígidas para conter a pandemia.
Em alguns estados, como Acre e Rondônia, os governos locais reclassificaram municípios de acordo com planos de retomada, com expansão do funcionamento de mais setores, como no Amapá.

Em outros casos, a retomada incluiu a abertura de novas atividades. O Amazonas, primeiro estado a sofrer com a pandemia, já marcou o cronograma de volta às aulas presenciais.

O Piauí e o Rio Grande do Norte estão com processo de retomada de diversos setores econômicos.

Já o governo gaúcho vai aumentar a testagem no estado. O programa Testar RS está ampliando o número de testes diários de RT-PCR que vai saltar de mil para 8 mil testes diários. Em Santa Catarina, 209 municípios estão com o transporte coletivo interrompido.

Panorama na Região Norte do país

Amazonas

O governo decidiu o cronograma de retorno às aulas. As turmas do ensino médio voltarão a estudar presencialmente no dia 10 de agosto. Já os alunos do ensino fundamental retomarão no dia 24 do mês. No dia 20 de julho, o governo estabeleceu novos horários para diversas atividades por meio de decreto. A construção civil inicia às 6h30. No comércio de rua, foram estabelecidos horários distintos por área do centro da cidade.

No dia 6 de julho, o governo deu início ao Quarto Ciclo do Plano de Retomada Gradual das Atividades Não Essenciais em Manaus. Nesta fase, fica liberado o funcionamento de bares, que podem receber clientes até a meia-noite. As apresentações ao vivo nesses estabelecimentos e em restaurantes foi contemplada, mas com grupos de até três pessoas.

Também foi permitida a abertura de escolas, creches e universidades privadas. As academias, que já estavam funcionando desde o Terceiro Ciclo, tiveram seu horário de atividade ampliado. Os jogos de futebol foram retomados no dia 13 de julho. Já as pessoas do grupo de risco (que abrangem idosos e pacientes com doenças crônicas ou fatores de risco) ainda devem ficar em casa, pela orientação da administração estadual.

No dia 29 de junho, o governo havia começado o Terceiro Ciclo. Nesta etapa, foram liberados para funcionamento cabeleireiros, barbearias e centros de estética, academias, estandes de imobiliárias e lojas de artesanatos, doces, artigos de caça e pesca, objetos de arte, fogos de artifício, armas e munições, bem como vendas de imobiliárias. Além disso, foram reabertos parques, espaços públicos, atrações turísticas e feiras do produtor, organizadas pela Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS).

Para as atividades liberadas, foram estabelecidas exigências como distanciamento mínimo de 1,5 metro, controle de aglomerações, uso obrigatório de máscara, promoção da higiene pessoal com disponibilização de álcool em gel e desinfecção dos locais. Os responsáveis pelos estabelecimentos devem empregar ações de orientação a funcionários e clientes, além de acompanhar a saúde dos trabalhadores.

A situação se repete nos estados do Acre, Tocantis, Roraima, Rondônia, Pará e Amapá.

Panorama na Região Sul do país

Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul continua adotando o Distanciamento Controlado, em vigor desde o dia 11 de maio, com medidas que visam evitar a propagação do coronavírus. O modelo prevê quatro níveis de restrições, representados por bandeiras nas cores amarelo, laranja, vermelho e preto, que variam conforme a propagação da doença e a capacidade do sistema de saúde em cada uma das 20 regiões.

Segundo informou a assessoria de imprensa do estado, nesta semana seis regiões estão em bandeira vermelha e 14 em bandeira laranja. Quanto a volta às aulas, a assessoria informou que a questão vai avançar na próxima semana, e que as aulas poderão ocorrer em setembro.

O governo está se esforçando para aumentar a testagem no estado. O programa Testar RS está ampliando o número de testes diários de RT-PCR no estado. Para isso o governo assinou, no dia 6, um termo de cooperação com o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor). O objetivo é organizar os postos de testagem para covid-19 e o uso do aplicativo do projeto Dados do Bem, tanto para coleta quanto processamento de informações, incluindo o resultado dos testes. Assim, o número de testes vai saltar de mil para 8 mil testes diários.

Segundo o governo, a parceria garantirá que o Rio Grande do Sul coloque em prática uma das estratégias consideradas mais eficazes em países que conseguiram controlar a pandemia de coronavírus: a ampliação da testagem da população gaúcha com o rastreamento de casos.

“Estas informações baseadas em ciência e inteligência nos ajudarão a tomar as medidas mais adequadas a cada situação para frear o avanço da doença no Rio Grande do Sul”, complementou o governador Eduardo Leite, ao anunciar a parceria em transmissão ao vivo pelas redes sociais.

Santa Catarina

O estado mantém a regionalização, com autonomia dos municípios em ações específicas. Ainda assim, não há data para retomada das aulas (particulares ou privadas). Desde o dia 4 de agosto foram ampliadas as suspensões de serviços do transporte público para outras três regiões que foram classificadas como em risco gravíssimo para a pandemia. Com isso, 209 municípios estão com transporte coletivo interrompido.

O governo do estado relatou que há 98.634 pacientes com teste positivo para Covid-19 em Santa Catarina, dos quais 85.913 estão recuperados e 11.364 permanecem em acompanhamento. O número foi divulgado na quinta-feira ( 6). Desde o início da pandemia, 1.357 óbitos foram causados pelo novo coronavírus. Esses números colocam a taxa de letalidade em 1,38%.

A cidade com a maior quantidade de confirmações de infecção pelo novo coronavírus é Joinville, com 8.440 casos. Na sequência, aparecem Blumenau (5.999), Balneário Camboriú (4.666), Chapecó (4.174), Itajaí (3.934), Florianópolis (3.916), Criciúma (3.077), Brusque (2.972), São José (2.862) e Palhoça (2.746). A taxa de ocupação dos leitos de UTI pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Santa Catarina é de 81,4%.

Paraná

O governo do Paraná definiu em março por decreto, que ainda está em vigor, as atividades consideradas essenciais. Em razão de decisão expedida pelo STF, os municípios paranaenses estão definindo o ritmo de abertura de atividades consideradas não essenciais.

O Paraná não decretou quarentena geral. Os dados do último boletim conjuntural elaborado pelas secretarias de Fazenda e do Planejamento e Projetos Estruturantes, divulgado em 23 de julho, apontava que 93% das empresas formais do estado (que emitem documento fiscal), estavam em operação na época. Em julho houve um decreto de restrição de atividades em 8 regiões que apresentavam números mais elevados da Covid-19. A medida expirou no dia 15 de julho.

O estado mantém as orientações sobre a necessidade de isolamento e distanciamento social e ainda estuda formas de retomada de aulas presenciais nas redes público e privada, suspensas desde março. Ainda não foi definida uma data, mas os protocolos já estão bem adiantados, informou a assessoria de imprensa do estado. Neste momento, a Secretaria da Educação do Paraná está fazendo uma consulta aos pais para recolher opiniões sobre o retorno das aulas.

O Paraná será um dos estados beneficiados pelas ações do Movimento Nós, uma iniciativa de oito grandes empresas para apoiar os pequenos varejos a superarem a crise causada pela pandemia do novo coronavírus. Na quinta-feira (6), o governador Carlos Massa Ratinho Junior participou de uma videoconferência com executivos das companhias envolvidas no projeto.

A proposta do Movimento Nós é contribuir com a retomada de 21 mil estabelecimentos comerciais do estado, que empregam cerca de 65 mil pessoas. A ideia é ajudar na retomada das atividades e garantir a reabertura de comércios locais, como bares, lanchonetes, padarias, mercearias, empórios e restaurantes.

Fonte: Agência Brasil


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