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“Não vejo futuro este ano”, afirma presidente do Sindicato dos Hotéis e Restaurantes da região

Escrito por em abril 17, 2020

Vicente Perini diz que setor tem prejuízo de 90% com a pandemia do coronavírus

A pandemia do novo coronavírus trouxe prejuízos sérios em quase todos os setores. Mesmo com a retomada do funcionamento do comércio em geral esta semana e permissão para atender com até 50% da sua capacidade, donos de restaurantes, bares e similares estão bem pessimistas. Hotéis, por exemplo nesta época do ano quando chegam muitos turistas, não estão podendo receber mais hóspedes por tempo indeterminado. Desde o dia 15 de março, através do Decreto Estadual, alguns estabelecimentos fecharam suas portas, outros trabalham com restrições e outros sequer sabem quando abrirão novamente. Conforme o presidente do Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria (Segh), Vicente Perini, o ramo deve ter um prejuízo estimado em cerca de 90% do seu faturamento. A entidade abrange 19 municípios da Serra como Flores da Cunha, Antônio Prado, Nova Pádua, São Marcos, Ipê e Nova Pádua.

As demissões estão ocorrendo. Perini ressalta também que dificilmente os empresários terão um retorno financeiro que cubra os prejuízos brevemente. “O setor hoteleiro está todo comprometido com 90% de queda aproximadamente. Com uma capacidade de 5 a 10% não vejo futuro até este ano ainda, infelizmente. E restaurantes em torno de 80% de prejuízo”, afirma Perini, que é proprietário de um restaurante em Caxias. Ele mesmo teve que reduzir 30% do seu quadro de funcionários.

Segundo o presidente, se o setor de restaurantes não reagir nos próximos meses e só atender com capacidade de 50%, conforme determinado, a situação vai piorar. “Nosso ramo é formado a maioria por pequeno e médio empresário. Alguns conseguiram se sustentar com tele-entregas e Delivery, porém a fatia é pequena no mercado. Serão poucos os que vão se manter. À noite o prejuízo chega a 90% (casas noturnas não podem abrir, conforme decreto). É desemprego total”, lamenta Perini, que tem uma ponta de esperança com o retorno das aulas no começo de maio. “A volta será gradual e temos que continuar acreditando”, afirma.

Foto: Rogério Costanza/Grupo Solaris

Restaurantes só podem atender com 50% da capacidade

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