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“Não tem reforma tributária, é taxação de impostos”, diz deputado sobre proposta de Reforma Tributária no Rio Grande do Sul

Escrito por em setembro 11, 2020

Edegar Pretto foi entrevistado pela Rádio Solaris 97.3 nesta sexta-feira (11)

Nesta sexta-feira (11), o Deputado Estadual Edegar Pretto, do Partidos dos Trabalhadores esteve em contato com a Rádio Solaris para expor os trâmites da proposta de Reforma Tributária pelo Governo do Estado.

Conforme Edegar, “o que estão chamando de reforma, na verdade se trata de um aumento de impostos” e impacta diretamente na economia e na vida das pessoas. A proposta foi encaminhada em regime de urgência e a votação está prevista para ocorrer até a quarta-feira (30), porém não há certeza se irá acontecer. O prazo, conforme o deputado, é muito curto para o debate.

Se posicionando contra a proposta, o deputado diz que, caso aprovada, as determinações impactam na cobrança de impostos. O IPVA, por exemplo, atualmente é isento para veículos de 20 anos ou mais. Pela proposta do governo gaúcho, a cobrança seria feita a veículos de até 40 anos. Também haveria tributação na sexta básica de alimentos em 17%. O deputado lembra que o Rio Grande do Sul já tem a sexta básica mais cara do Brasil.

A proposta impactaria ainda no aumento de preço do gás de cozinha e dos insumos agrícolas. Em relação ao setor agrícola, Edegar Pretto lembra que, neste ano, mais de 400 municípios gaúchos tiveram prejuízos com a seca e decretaram situação de emergência. Atualmente, a agricultura é responsável por 30% da economia gaúcha.

“Não é reforma tributária, é taxação de impostos”, assim definiu o deputado sobre a proposta, lembrando que o Rio Grande do Sul já é um estado deficitário há 52 anos. Ou seja, são 52 anos gastando mais do que se arrecada.

Para ser aprovada, a Reforma Tributária precisa de 28 votos. Edegar lembra que, dos 55 deputados, 42 são da base do governo. Porém, de acordo com o parlamentar, não está havendo um diálogo para convencer os deputados que a reforma possa ser aprovada, inclusive na própria base de apoio.

Fonte: Grupo Solaris – Repórter Luiz Augusto Filipini


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