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Não é mais obrigatório usar máscara em espaços abertos em Caxias do Sul

Escrito por em março 11, 2022

Mesmo com a Festa da Uva e o Carnaval os números da Covid-19 diminuíram, sustentando a decisão do prefeito Adiló Didomênico

O prefeito Adiló Didomenico anunciou, no início da noite desta sexta-feira (11), durante sua live semanal, a flexibilização no uso de máscara em Caxias do Sul. Com a publicação de decreto em edição extra do Diário Oficial do Município, é permitido que a população circule em espaços abertos, públicos e privados, em vias públicas e demais locais ao ar livre de uso coletivo. A flexibilização é válida desde a tarde da sexta. Vale lembrar que o uso de máscara era obrigatório desde 30 de abril de 2020 (relembre).

À tarde, o prefeito comandou a reunião do Gabinete de Crise que avaliou os números da covid-19 em Caxias do Sul, que mostram-se em declínio constante, oportunizando a flexibilização das medidas restritivas. “Sempre defendi o uso da máscara como fundamental para a prevenção contra a doença. Mas, neste momento, com os dados que temos do declínio de novos casos e mortes, considero que a flexibilização é possível”, afirmou o prefeito. Em paralelo, a vacinação teve avanço significativo na cidade, ultrapassando a marca de 85% da população vacinável – acima de cinco anos – com uma dose. Com segunda dose, o índice é de 75% e, com reforço, 34%.

O prefeito ainda lembrou que a decisão está alinhada com posição da Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne), que defendeu junto ao governo do Estado o fim o uso da máscara em locais abertos. Reforçou, no entanto, que as demais medidas sanitárias seguem vigentes, como manutenção do distanciamento, limpeza frequente das mãos e higienização com álcool em gel. Também reforçou a importância de população continuar se vacinando.

A secretaria da Saúde, Daniele Meneguzzi, que acompanhou o prefeito no anúncio, apresentou os números que subsidiaram a tomada de decisão. Nesta sexta, a cidade tinha pouco mais de 400 pacientes contaminados, dos quais 11 internados em leitos de enfermaria e cinco em unidades de terapia intensiva (UTI). “Em março e abril do ano passado tínhamos 40 pessoas em lista de espera por leito em UTI”, recordou a secretária.

Daniele Meneguzzi ainda mencionou dados quanto à evolução da doença nos dois primeiros meses do ano. Destacou que na terceira semana de janeiro, a cidade tinha perto de 5,4 mil pessoas contaminadas, número que caiu para pouco mais de 700 na última semana de fevereiro. De acordo com a secretária, os indicadores reafirmam a importância da vacinação, que inibiu a contaminação, mesmo com a realização de Festa da Uva, retorno 100% presencial às aulas, inclusive do ensino superior, e Carnaval. “Os dados se comportaram como era previsto e vinham ocorrendo em outros países. Alta acentuada durante quatro a cinco semanas, seguida de um decréscimo brusco de casos e óbitos”, registrou. Reforçou a importância da vacinação com o dado de que 80% dos óbitos e casos mas recentes são de pessoas sem esquema vacinal completo ou que não se vacinaram.

Fotos: João Pedro Bressan


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