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Mortandade de abelhas preocupa agricultores de Antônio Prado e Ipê

Escrito por em outubro 6, 2020

Os inseticidas utilizados nas lavouras são os principais suspeitos das mortes

Albert Einstein previu no século passado que, se as abelhas desaparecessem da superfície da Terra, o homem teria apenas mais quatro anos de vida.

A morte em grande escala desse animal, interpretada como apocalíptica na época é hoje um alerta real.

Produtores de Antônio Prado e Ipê registram milhares de mortes em suas colmeias, a suspeita é de envenenamento por produto químico.

Os inseticidas utilizados nas lavouras são os principais suspeitos, porque podem ser arrastados pelo vento e contaminar os insetos.

Em entrevista a rádio Solaris 97,3 nesta segunda-feira (05), o chefe da EMATER de Ipê, Engenheiro Agrônomo Dalberto Corezzola tratou sobre o assunto.

Corezzola afirmou que já há alguns anos esse fato vem ocorrendo, não só agrotóxicos que estão matando as abelhas, muitas vezes é doença no apiário. Para identificar o problema as abelhas são enviadas para laboratório para análise.

Alguns produtos, como inseticidas, utilizados pelos agricultores têm registro e permissão para uso no Brasil, mas na Europa foram banidos justamente por causar a morte dos insetos. Alguns herbicidas também causam mortes.

Por voar cerca de dois quilômetros distantes da propriedade, a contaminação pode acontecer no terreno do vizinho, já que a região não tem grandes propriedades.

Dalberto orienta os agricultores a pulverizar em dias que não tenha vento, evitando assim que o agrotóxico seja levado a maiores distâncias. Não sendo possível a orientação é que também seja regulado o pulverizador com uma gota mais grossa evitando que o vento leve.

Importante também que o agricultor pulverize em horário que as abelhas estão trabalhando menos, no final da tarde ou, se possível, durante a noite.

“Não podemos esquecer que 70% dos alimentos que consumimos dependem das abelhas para serem produzidos, portanto devemos cuidar desses insetos que são nossos parceiros na agricultura”, finaliza Dalberto.

Informações e Imagens/EMATER – Ipê


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