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Médica do Hospital São José comenta sobre Infectologia na pandemia

Escrito por em julho 22, 2021

A profissional comenta uso de medicamento no tratamento da Covid, importância da vacinação, entre outros assuntos

A infectologista Viviane Raquel Buffon que agora atua no Hospital São José, de Antônio Prado, concedeu entrevista à Solaris 97.3 FM na manhã desta quinta (22).

A médica é de Caxias do Sul, graduada em Infectologia e mestra em Biotecnologia relacionada ao HIV pela UCS, fez sua especialização no Hospital Geral e já atua há 10 anos na área.

Segundo a profissional o Infectologista trata de qualquer tipo de infecção seja ela viral ou mais grave no caso da hospitalar. Recebe pacientes em seu consultório para tratar desde a infecções urinárias, toxoplasmose, entre outras. Dentro dos hospitais realiza o trabalho de orientação, protocolos de prevenção, planos de contingência para conter surtos, entre outros.  

Junto com um Comitê integrado pela enfermagem, direção do hospital, farmacêuticos, equipe de qualidade conseguem juntos criar mecanismos, estruturas e processos para que todos da instituição possam seguir um modelo e evitar a infecção hospitalar.

A profissional atua no HSJ há dois meses e comentou que a instituição percebeu a necessidade de ter um infectologista para uma orientação dos médico, administração e revisão de protocolos tirando dúvidas e orientando a equipe.

Em relação a Covid-19 a médica comentou sobre a possibilidade de reinfecção pelo vírus, assunto que gera muitas dúvidas na população. “É possível sim, nós já temos vários casos pelo mundo inteiro de reinfecção por Covid tendo em vista que nós não sabemos o tempo que nós permanecemos com o nível de anticorpos suficientes após uma infecção suficiente, além disso nós temos variantes novas que circulam no estado que podem ser um fator para reinfecção.

Ela também ressaltou a importância do uso da máscara mas explica que ela possui diferentes modos de produção e que a máscara de pano, por exemplo, protege menos que uma N95 usada no hospital porém fazendo o uso adequado ela é efetiva se uma distância maior entre as pessoas seja mantida. A N95 protege a transmissão de partículas menores que ficam no ar por mais tempo.

A médica também explicou que a vacina não impede que a população pegue o novo coronavírus, mas ela alivia os sintomas evitando agravamentos. “A vacina não impede de ter covid, mas impede casos graves que necessitem de UTI. Você faz a vacina pega a Covid, mas a doença será mais leve e moderada,” comentou.

Em relação a medicamentos usados para o tratamento da Covid-19 a profissional ressaltou que a medida que surge uma pandemia muito rápida e sorrateira a comunidade científica não teve muito tempo lá no princípio de validar medicações então houveram muitas especulações que surgem e isso faz parte e a indústria farmacêutica busca isso e a medida que o tempo passa os medicamentos podem ou não auxiliar no tratamento.

“Hoje sabemos que a infecção viral é muito difícil de ser combatida, existe um ciclo e entendemos que a doença não é apenas pulmonar, mas sim sistêmica e que pode atingir o corpo em outras áreas. Muitos estudos estão sendo feitos, inclusive faço parte, pela UCS, do Instituto de Pesquisa em Saúde e lá a gente recebe indústrias farmacêuticas do mundo todo para testagem de novas medicações”, salientou.  

Ela também  incentivou a população a imunização. “Façam a vacina, não tenham receio ela é a esperança de termos nossa vida o mais próximo do que era. O mundo todo está se vacinando e os países que receberam a vacina já estão retornando”.

Ela reforça ainda a necessidade de se ter algo seguro e a vacina é a porta de entrada para o retorno a rotina normal e também indica a importância de buscar informação com profissionais capacitados na área e em órgãos oficiais.

Ouça a entrevista na íntegra, abaixo:

Fonte: Grupo Solaris – Repórter Taís Vargas


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