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Manutenção e ameaça de rompimento de barragem obriga famílias que moram próximo ao Rio das Antas em Flores da Cunha a deixarem suas casas

Escrito por em julho 30, 2020

Empresa e BM notificaram moradores e proprietários de outros municípios da região como Nova Roma do Sul e Nova Pádua a também evacuarem para resguardá-los de possíveis danos

A Brigada Militar (BM) esteve em apoio ao Corpo de Bombeiros, Departamento do Meio Ambiente de Flores da Cunha e a empresa Energética Campos de Cima da Serra na manhã desta quinta-feira (30) para quatro notificações aos moradores/proprietários de residências próximas ao Rio das Antas, pois será realizada uma manobra de manutenção para prevenção de possíveis falhas estruturais na barragem Passo do Meio, em São Francisco de Paula.

Por cautela é necessário que as famílias sejam evacuadas para resguardá-las de possíveis danos nas propriedades e risco iminente à vida. O mesmo vai ocorrer a moradores de Nova Roma do Sul e Nova Pádua, por exemplo, que residem próximo a barragem. A previsão de evacuação é de sete a 15 dias.

Todas as pessoas dos locais notificados contam com outras residências para se abrigarem na área central da cidade. Com essa interdição dos locais, a ocupação, visitação ou permanência nos imóveis situados na zona de impacto direto fica proibida durante os próximos 20 dias. Segundo o subchefe de Defesa Civil do RS, coronel Rodrigo Dutra, “há três barragens em sequência e está localizada na barragem mais acima, sendo que, em caso de ruptura total daquele barramento há mais duas barragens para conter a onda de cheia o que, conforme atesta o empreendedor, traz segurança à operação de evacuação de emergência”.

Não há risco iminente de ruptura, porém, em caráter preventivo, a Defesa Civil Estadual, em conjunto com o empreendedor e com a participação das agências de fiscalização e de controle de emergência entendeu por acionar o Plano de Ação de Emergência da barragem. A empresa já está adotando as medidas de mitigação de risco, com o rebaixamento do nível de água na barragem que apresenta percolação e com a abertura de um canal de desvio do rio das Antas no ponto crítico de forma a permitir o reparo na barragem. A previsão inicial da empresa é de que os reparos levem cerca de 20 dias.

Foto e fonte: BM

Moradores têm de sete a 15 dias para se retirarem sob pena de risco à vida

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