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Mais de cinco mil trabalhadores dos Correios estão em greve no Rio Grande do Sul

Escrito por em agosto 18, 2020

Paralisação é por tempo indeterminado

O Sindicato dos Correios do Rio Grande do Sul aderiu a greve nacional dos Correios, que ocorre a partir dessa terça-feira (18), com prazo de término indefinido. Conforme informações, são cerca de 5.800 funcionários que paralisaram suas atividades.

Os Correios afirmam que não pretendem abrir mão de direitos conquistados pelos funcionários. Entre as reinvindicações estão a continuidade de benefícios como vale alimentação, licença maternidade, auxílio creche, 30% de adicional de risco, entre outros. De acordo com o Sindicato, um acordo coletivo onde esses direitos estavam assegurados tinha validade até 2021, mas foi revogado em 1º de agosto.

Conforme a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (FENTECT), os funcionários grevistas são contra a privatização da estatal e reclamam de “negligência com a saúde dos trabalhadores” durante o período de pandemia.

Nota dos correios

Os Correios não pretendem suprimir direitos dos empregados. A empresa propõe ajustes dos benefícios concedidos ao que está previsto na CLT e em outras legislações, resguardando os vencimentos dos empregados.

Sobre as deliberações das representações sindicais, os Correios ressaltam que a possuem um Plano de Continuidade de Negócios, para seguir atendendo à população em qualquer situação adversa.

No momento em que pessoas e empresas mais contam com seus serviços, a estatal tem conseguido responder à demanda, conciliando a segurança dos seus empregados com a manutenção das suas atividades comerciais, movimentando a economia nacional.

Desde o início das negociações com as entidades sindicais, os Correios tiveram um objetivo primordial: cuidar da sustentabilidade financeira da empresa, a fim de retomar seu poder de investimento e sua estabilidade, para se proteger da crise financeira ocasionada pela pandemia.

A diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais. As reivindicações da Fentect, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período – dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida.

Respaldados por orientação da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), bem como por diretrizes do Ministério da Economia, os Correios se veem obrigados a zelar pelo reequilíbrio do caixa financeiro da empresa. Em parte, isso significa repensar a concessão de benefícios que extrapolem a prática de mercado e a legislação vigente. Assim, a estatal persegue dois grandes objetivos: a sustentabilidade da empresa e a manutenção dos empregos de todos.

Fonte: Grupo Solaris.


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