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Mais de 24 mil pessoas faltaram a consultas na rede pública de saúde de Caxias no primeiro semestre de 2022

Escrito por em julho 13, 2022

Número impacta na espera e gera prejuízo aos cofres públicos

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Caxias do Sul alerta para o alto número de faltas a consultas marcadas com antecedência na rede pública de saúde. No primeiro semestre de 2022, 24.533 pessoas agendaram horários e não compareceram.

Os números são referentes a consultas com especialistas, que têm alta demanda represada, e também a consultas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com pediatras, clínico geral, médico de Estratégia de Saúde da Família (ESF) e ginecologista, além de atendimentos com a enfermagem.

O maior índice de faltas é nas consultas com especialistas, que chega a 11% dos agendamentos. Boa parte é justamente nas especialidades com maiores fila de espera, como dermatologia, gastroenterologia, otorrinolaringologia, cirurgia geral e reumatologia.

“Esse alto número de faltas prejudica todo o sistema de saúde. Estamos realizando mutirões tanto na Atenção Primária como nas especialidades, mas esse esforço é extremamente prejudicado quando ocorrem tantas faltas na ponta. Cada um que não comparece está tirando a oportunidade de outra pessoa, que também necessita de atendimento. Todos precisam fazer a sua parte nesta engrenagem”, solicita a secretária municipal da Saúde, Daniele Meneguzzi.

As faltas ocorrem tanto no dia a dia como nos mutirões da Atenção Primária (em UBSs) e de especialidades (no Centro Especializado de Saúde – CES), que são programados para sábados justamente para que a população tenha uma oportunidade a mais. Para se ter uma ideia, o Mutirão de Consultas Especializadas realizado em 4 de junho teve 25% de faltas e o da Atenção Primária, em 2 de julho, 15%. Em 2021 não foi diferente: 15% no primeiro Mutirão de Consultas Especializadas (em julho) e 14% no segundo (em setembro), além de 10% em cada um dos dois Mutirões da Atenção Primária (em novembro e em dezembro).

Além de prejudicar a população que aguarda atendimento, as faltas geram retrabalho para novos agendamentos, o que naturalmente impacta em mais tempo de espera para quem precisa de atendimento. Cada falta custa aos cofres públicos, mais ainda quando ocorre aos finais de semana, que requerem pagamento de horas extras. Atualmente a fila por consultas eletivas é de 40 mil pessoas, número que poderia ser menor caso o índice de abstenções diminuísse.

Foto: João Pedro Bressan

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