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“Lamentei a cena do Governador”, diz deputado Edegar Pretto sobre privatização da CEEE

Escrito por em abril 12, 2021

Parlamentar do PT concedeu entrevista à Rádio Solaris 97.3 nesta segunda-feira (12)

Após a privatização da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) no Rio Grande do Sul, comprada pela Equatorial Energia ao preço de R$ 100 mil, o deputado estadual Edegar Pretto (PT), em entrevista à Rádio Solaris, disse ter “lamentado a cena do Governador”. Conforme o parlamentar, a venda “abriu as portas para a negociação também da CEEE geradora, além da já vendida distribuidora”.

Sobre as dívidas, especialmente com o ICMS, Pretto destaca que a pauta das privatizações se arrasta desde o governo de José Ivo Sartori e isso gerou uma instabilidade na empresa.

Na semana passada, a Assembleia passou a discutir uma possibilidade de retirada do plebiscito para as privatizações. A norma, segundo Edegar Pretto, foi criada em 2002 através de um artigo na Constituição Estadual, que definia ser necessário ouvir a opinião da população antes de decidir sobre privatizar ou não alguma empresa pública. A medida era uma resposta às privatizações do governo de Antônio Brito, onde foram compradas pela iniciativa privada a CRT, Caixa e praças de pedágio, entre outras.

Sobre a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), que também entrou na pauta de privatização, Pretto destaca que, em 2020, a companhia deu um lucro de R$ 400 milhões. Prefeitos e Câmaras de Vereadores têm se manifestado contrários à privatização e incertos sobre o futuro do abastecimento de água e tratamento do esgoto. Uma carta encaminhada por líderes de executivos municipais pede a parada da tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que busca a privatização da estatal.

Sobre a definição do auxílio emergencial gaúcho, o deputado diz que a busca é para que todos tenham direito. Atualmente, é estimado que aproximadamente 800 mil famílias tenham necessidade de auxílio no Estado. A medida proposta pelo Governador Eduardo Leite prevê duas parcelas de R$ 400 para mães chefes de família, com ao menos três filhos e cinco membros na família, público estimado em oito mil pessoas, além dos trabalhadores demitidos nos setores de alojamento e habitação.

O deputado também é autor da proposta de auxílio às micro e pequenas empresas, além de trabalhadores informais, com um financiamento especial, estimado em até R$ 1 bilhão, onde o Estado seria responsável por bancar os juros, na casa dos R$ 50 milhões. Haveria ainda, a criação do Fundo de Aval Garantidor, onde o Governo seria avalista, sem a necessidade de comprovação de renda. Os beneficiários teriam ainda um ano de carência e dois anos para pagar.

Fonte: Grupo Solaris – Repórter Luiz Augusto Filipini


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