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Infectologista tira dúvidas sobre o Coronavírus

Escrito por em abril 1, 2020

Diego Costa participou da programação na Rádio Solaris 97.3

O médico infectologista Diego Costa, profissional que atua nos hospitais São João Batista e Unimed de Nova Prata, além do Hospital Saúde em Caxias do Sul, em entrevista à Rádio Solaris, explica que o Coronavírus existe desde a década de 60, em 2002 tivemos o “Sars Cov” e neste ano, o “Sars-Cov-2”.

Em reação ao contágio, existem três formas:

  1. Contato respiratório – ao tossir ou expirar;
  2. Contato com objetos contaminados;
  3. Contato com fezes;

A QUEM É INDICADO UTILIZAR MÁSCARA?

Diego Costa explica que a máscara branca ou cirúrgica, deve ser utilizada por profissionais da saúde, pessoas doentes e acompanhantes dessas pessoas.

DISTANCIAMENTO SOCIAL

Entre as medidas de contenção ao coronavírus anunciadas nos decretos, está o distanciamento de, ao menos, dois metros entre as pessoas. O infectologista explica que essa medida é “real, em termos”.

Caso a pessoa seja sintomática, tendo sintomas, a distância para as demais deve ser de até dois metros. Porém, se a pessoa for assintomática, ou seja, não apresenta sintomas, a distância mínima deve ser de 50 centímetros.

COMO NÃO CONTRAIR O VÍRUS

Basta ter cuidado em lavar as mãos com água e sabão. Cada lavagem deve durar ao menos 20 segundos; utilizar álcool gel 70% para, além de complementar a higienização das mãos, passar em superfícies.

Em relação ao sabão, o infectologista Diego Costa explica que não há um tipo mais adequado, todos têm a mesma eficácia.

UTILIZAÇÃO DE LUVAS

Não é aconselhado utilizar luvas, pois podem se tornar contaminantes.

ISOLAMENTO DOMICILIAR

O infectologista reforça que a etiqueta respiratória deve ser mantida em casa. Caso um membro da família tenha sintomas, é importante que não ocorra contato com os demais.

CICLO E CURVA EPIDEMIOLÓGICA

Ciclo é o período de encubação, entre quatro e 14 dias, que o vírus leva para manifestar sintomas. Já a curva epidemiológica diz respeito ao aumento e posterior queda nos casos. Essa curva depende do isolamento e seu período é relativo. No momento, estamos na curva de elevação no número de casos, como já era esperado.

Como o vírus é uma novidade, ninguém possui imunidade contra ele, então existem duas possibilidades para que os casos comecem a diminuir. A primeira seria vacinação, mas ainda não temos nada com eficácia comprovada. Já a segunda possibilidade é que uma grande parcela da população tenha o vírus e desenvolva imunidade, o que vai impedir a progressão.

ESTUDOS

86% das pessoas que contraírem o vírus não terão sintomas ou apenas sintomas leves;

14% terão sintomas – destes, 80% terão sintomas moderados e 20% graves (5% terão necessidade de atendimento na UTI);

Fonte: Grupo Solaris – Repórter Luiz Augusto Filipini.


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