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Infectologista fala sobre liberação do uso das vacinas e início da imunização contra a Covid-19

Escrito por em janeiro 21, 2021

Diego Costa concedeu entrevista à Rádio Solaris 97.3

O Brasil começou, ainda que de forma incipiente, a vacinação contra a Covid-19 nesta semana. O momento foi cercado de muita emoção dos profissionais da saúde e pesquisadores. Entretanto, passado o primeiro momento, já estão sendo discutidas as formas de manutenção dessa imunização, já que as doses não estão garantidas sequer para o público alvo na primeira fase da campanha.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, a estimativa é que pouco mais de 3% do público alvo tenha acesso à primeira dose do imunizante.

Conforme Diego Costa, infectologista que concedeu entrevista à Rádio Solaris nesta quinta-feira (21), não tendo ainda um remédio contra o coronavírus, a vacina se torna a única opção de diminuir os contágios e óbitos. No país, o Instituo Butantan e a Fundação Osvaldo Cruz estão aguardando a chegada da tecnologia para o início da produção de mais lotes das vacinas de Oxford e Sinovac.

O início da imunização em profissionais da saúde que estão na linha de frente no combate à pandemia e idosos se justifica pelo fato da priorização de imunizar pessoas com mais chances de desenvolverem sintomas graves da doença. A segunda dose deve ser aplicada de 14 a 28 dias após a primeira. Apenas com a aplicação das duas doses, a pessoa imunizada terá o grau de imunidade adequado.

Existe, todavia, a vacina produzida pela Johnson & Johnson que prevê a aplicação de apenas uma dose, porém esse imunizante ainda não atingiu a fase três de teses, quando sua eficácia é testada através da aplicação em uma grande quantidade de voluntários.

De acordo com Diego, as vacinas de Oxford e a Coronavac não possuem grandes diferenças, embora utilizem técnicas de produção diferentes e também tenha diferença na eficácia. Porém, ambas são eficazes contra casos moderados e graves do vírus.

A Coronavac tem uma eficácia de 50,38% para casos considerados muito leves da Covid-19, 78% para leves e, embora isso ainda precise de confirmação, aparentes 100% para moderados e graves.

Já a vacina de Oxford mostrou eficácia média de 70,4% e até 90% no grupo que tomou a dose menor. Segundo os estudos de teste com vacina, o imunizante apontou 70% de eficácia no grupo que tomou a segunda dose 21 dias após a primeira e 100% naqueles que tomaram 12 semanas após a aplicação inicial.

Fonte: Grupo Solaris – Repórter Luiz Augusto Filipini


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