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Indústria prevê recuperação lenta após o fim da pandemia

Escrito por em maio 26, 2020

Setor de alimentos mantém nível de produção, mas outros estão parados

No Dia da Indústria, lembrado na segunda-feira (25), o setor acredita que os efeitos da pandemia serão maiores enquanto durar o distanciamento social. Pesquisas recentes da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) mostram que os empresários ainda estão pessimistas para os próximos seis meses. “E isso é devido, principalmente, à falta de perspectiva do fim do ‘lockdown’ (confinamento ou bloqueio total). Enquanto os empresários não têm um horizonte de volta à normalidade, isso acaba afetando diretamente as expectativas”, disse o gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Jonathas Goulart.

Ele destacou que a grande dificuldade é fazer com que as medidas de socorro anunciadas pelo governo federal cheguem na ponta aos empresários, sobretudo os de pequeno porte, que são os tomadores de crédito final. A Federação defende que esse crédito tem de chegar ao empresário, principalmente por meio dos bancos públicos, que são o canal mais direto do governo para o empresariado.

Pesquisa divulgada pela entidade, no último dia 13, estima que a pandemia do novo coronavírus levará o estado do Rio de Janeiro a ter uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) este ano da ordem de 4,6%, a maior da série histórica iniciada pela entidade em 2002. A redução é puxada, principalmente, pelas quedas da indústria (-5,3%) e de comércio e serviços (-4,3%). A indústria de transformação, que estava dando sinais de recuperação, deverá sofrer retração de 5,2% no ano, enquanto a indústria extrativa mineral de petróleo e gás deverá cair 6,1% em 2020.

Importação

O presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei), Ênio Crispino, explicou que, desde março, o nível de atividade da indústria caiu de forma sensível, em especial no que se refere à indústria automobilística. “Talvez o setor metalmecânico tenha sido o mais atingido”. O setor envolve não só as montadoras, mas as cadeias de fornecedores, e isso trouxe uma paralisação na expectativa de novos investimentos, no tocante a máquinas e equipamentos importados.

Crispino informou que esses investimentos não foram cancelados, mas adiados e só serão retomados quando a atividade voltar a um nível próximo do normal, coisa que ele aposta que dificilmente ocorrerá antes de meados do segundo semestre. Avaliou que a questão do câmbio é desfavorável à moeda brasileira em relação ao dólar e ao euro.

Fonte: Agência Brasil – Alana Gandra.


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